Coluna

“Ambiente tóxico” expõe Unimed Belém, onde disputa pelo poder inclui vingança, factoides e maldades

Novos dirigentes eleitos em assembleia geral seguem estancando a escalada de prejuízos no Hospital Prime, até agora reduzidos de R$ 11 milhões para R$ 3 milhões mensais.

21/08/23 07:37 / Por Olavo Dutra | Colaboradores

“Ambiente tóxico” expõe Unimed Belém, onde disputa pelo poder inclui vingança, factoides e maldades

 

ntimidação, pressão psicológica, boatos, narrativas ou factoides contra os integrantes da Comissão Executiva:  não há limites na Unimed Belém para o clima de instabilidade funcional deflagrado pelo presidente da cooperativa, o CEO Wilson Niwa, também presidente do Conselho de Administração, eterno inconformado com a decisão da Justiça que validou eleição e posse da nova Direx, em março deste ano.


CEO da Unimed Belém, o médico Wilson Niwa é acusado de tentar desqualificar a competência profissional dos integrantes da Comissão Executiva eleitos por maioria de 65% dos médicos votantes em assembleia geral/Fotos: Divulgação.

 Em uma de suas cartadas, o CEO determinou que fosse sustada a contratação do escritório João Paulo Mendes Neto como consultoria jurídica externa da cooperativa, além de bloquear os honorários devidos. Os novos diretores não se renderam e mantiveram a contratação.

 

Há seis meses, o escritório Mendes Neto trabalha sem receber vintém, depois de ter sustentado, na refrega de liminares e recursos judiciais, a legalidade da assembleia-geral que removeu cinco ex-diretores da linhagem de perfil medieval, autoritário, ditatorial e iracunda do CEO.

 

Ataque frontal

 

Frustrado nas sucessivas tentativas, barradas pela Justiça, de retorno do Direx que lhe prestava vassalagem, Wilson Niwa desatou ofensiva intimidatória: enxurrada de processos administrativos disciplinares e denúncias sem denunciante identificado contra os integrantes da Direx. Vazamento no Conad permitiu saber que o Comitê Técnico, penduricalho ventríloquo do CEO, recebeu dura resposta contra a infamante denúncia. Surpreendido, Niwa e os acólitos do Conselho de Administração se encolheram por dois meses para, agora e então, alvejar o mesmo membro do Direx com outra insustentável denúncia da modalidade crime “déjà vu” sem cadáver: determinou que lhe fossem repassadas cópias de todos - todos - os papéis com a assinatura do diretor-alvo - comunicação interna, bilhetes, memoranda, relatórios, e-mails e zaps, sempre com a recomendação de sigilo da informação às chefias demandadas pelo surto investigativo.

 

A voz do trovão

 

Dizem na cooperativa que o Niwa à “Kempeitai” de hoje sequer faz lembrar o magnânimo - com os dele - de ontem. Por mais de dez vezes, a ex-diretora financeira do Direx foi denunciada ao compliance da cooperativa por assédio moral. Dócil, o compliance jamais puniu a correligionária do presidente, mesmo quando destratou um diretor que, abalado, renunciou ao cargo.  A diretora abalava o organograma de alto a baixo.

 

“O Belo Antônio”

 

Para observadores da refrega Niwa versus Direx, o busílis da questão está no Prime - um “Belo Antônio, em linguagem cinematográfica, segundo murmúrios entre cooperados e associados bem informados -, hospital chique da Unimed, cereja do bolo da cooperativa com ingredientes orientais amargos: só anotava prejuízos e insuportáveis anomalias. O diretor-clínico recebia salário inferior ao de seletivas enfermeiras.

 

O novo Direx logrou estancar a caótica escalada de prejuízos que chegaram a cravar R$ 11 milhões mensais. Hoje, os números descendentes aproximam-se dos R$ 3 milhões. "Intoleráveis ainda", diz à reportagem fonte ligada ao Direx.

 

A mesma fonte, ouvida na condição de anonimato,  considera que o CEO tenta desqualificar a competência profissional - se possível, também o perfil moral -, administrativa e gerencial dos novos diretores com assédios, boatos, cizânia de toda ordem para, com essa bateria, convocar nova assembleia-geral e se apresentar como “pedra angular” sobre a qual está edificada a Unimed Belém, esquecido, talvez, que os acossados pelo destempero emocional possam revelar teia de peculiares medidas tomadas por Niwa, o senhor da razão.

 

Serviço espião

 

Nos corredores da sede administrativa da Unimed Belém, à rua Curuzu, a coluna ouviu: “o Japonês está fora de controle no propósito de se perpetuar no cargo de presidente, não importando meios e métodos de ação”. 

 

A explicação: dois anos depois de implantada a governança, só agora o médico Wilson Niwa resolveu instalar os Comitês de Risco-Integridade e o de Auditoria. São seis membros efetivos e quatro suplentes, todos ligados a ele. Alguns dos indicados não têm formação e experiência como auditor. Finalidade dos comitês: xeretar o trabalho dos diretores da Comissão Executiva eleitos por maioria de 65% dos médicos votantes em assembleia geral cuja posse o CEO tentou empastelar.

 

A Justiça prevaleceu, mas Niwa segue tramando manobras, dia sim outro também desafiando a decisão.

 

Papo Reto

 

 

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