3º Promotor de Justiça do Consumidor, Alexandre Couto Neto, instaurou, na última sexta-feira, 23, um inquérito civil para apurar os prejuízos causados pela paralisação dos serviços do Banco do Estado do Pará, o Banpará, ocorrida de forma geral de 12 a 15 deste mês, e que ainda se manteve oscilando no atendimento online por cerca de uma semana.

O inquérito é uma resposta do Ministério Público do
Estado à pressão dos correntistas do banco, a maioria servidores públicos do
Estado que, durante o apagão sem precedentes, ficaram impossibilitados de
movimentar contas e investimentos. Nesse período, o banco interrompeu o
funcionamento dos serviços bancários prestados à população.
O promotor de Justiça Alexandre Couto Neto inclusive
disponibilizou um e-mail para que os consumidores que tenham sofrido algum tipo
de prejuízo em razão da paralisação dos serviços do Banpará registrem suas
reclamações.
Pressão nacional
Além do MP, informação divulgada ontem pelo portal
Ver-o-Fato dá conta de que a Associação de Educação, Cultura, Proteção e Defesa
do Consumidor, Contribuinte e Meio Ambiente do Brasil também abriu um processo
contra o Banpará, no qual cobra um total de R$ 500 milhões em indenizações por
prejuízos com o ‘apagão’. Caso o banco seja condenado, a indenização em si,
calculada em R$ 200 milhões, será destinada ao Fundo Estadual de Defesa dos
Direitos Difusos ou ao Fundo de Reaparelhamento do Ministério Público do Pará.
A ação também inclui indenização de R$ 300 milhões por danos morais
individuais, calculada em 0.16% sobre os valores das contas afetadas, somando
tudo R$ 500 milhões.
A Adecambrasil alega que o valor pleiteado é considerado
proporcional ao porte econômico do banco e ao impacto causado com o ‘apagão’,
representando pouco mais de 1% do ativo da instituição bancária. Para a
entidade, o valor é justo, diante da gravidade da conduta do banco, e do
impacto significativo sobre os consumidores e a sociedade, que agora exige uma
indenização “punitiva e compensatória, além de promover uma prevenção eficaz
contra práticas semelhantes no futuro”, diz a entidade.
Prejuízos no tribunal
Logo após o ‘apagão’, o próprio Tribunal de Justiça do
Pará notificou o banco cobrando explicações sobre a paralisação dos serviços,
que impactou as operações do TJ, que precisou suspender temporariamente
diversos serviços financeiros essenciais, como pagamento de diárias,
fornecedores e liquidação de boletos.
O Sindicato dos Bancários do Pará também cobrou
explicações e informações sobre possíveis medidas corretivas, mas, segundo a
entidade, o banco não respondeu de forma clara. Trocando em miúdos: enrolou e
restou para os reclamantes apenas as especulações sobre as causas do ‘apagão’,
que incluem o rompimento de cabos de fibra ótica ou problemas com as baterias
dos servidores, mas nenhuma explicação definitiva foi fornecida pelo banco.
Greve a caminho
A Associação de Funcionários do Banpará foi outra
entidade que ficou a ver navios, sem explicações sobre o ocorrido, que implicou
em grande pressão dos consumidores sobre os servidores da instituição, que já
anunciaram uma greve para começar na próxima segunda-feira, dia 2 de setembro.
De acordo com a Associação, além das condições das
condições de trabalho cada dia mais difíceis, a categoria não concorda com o
reajuste salarial proposto pelo banco, de 5%. A entidade diz que o percentual
não condiz com o “lucro recorde” alcançado pelo banco nos últimos meses.
Desrespeito à categoria
Em nota, a Associação confirmou a greve e disse que a
situação será deflagrada diante da insatisfação dos bancários com a proposta de
reajuste oferecida pela diretoria do banco. “Em um momento em que o Banpará
reporta lucros históricos e um crescimento robusto de 73,8% em relação ao
semestre de 2023, que foi de R$ 115.092 milhões, a proposta de 5% de reajuste
salarial apresentada para a Campanha Salarial de 2024 é, no mínimo, um ato de
desrespeito para com os funcionários. Com um lucro líquido de R$ 199.969
milhões no primeiro semestre de 2024, o banco deveria ser capaz de oferecer um
reajuste condizente com a sua realidade, mas não é o que tem sido proposto”,
diz a associação.
Informações de prejuízos
Para o inquérito do MP, o promotor de Justiça Alexandre
Couto Neto pede aos consumidores que tenham sofrido algum tipo de prejuízo em
razão da paralisação dos serviços do Banpará que registrem com a máxima
urgência suas reclamações pelo endereço de e-mail 3pjconsumidor@mppa.mp.br.
Papo Reto

· Dizem
que a candidatura do ex-prefeito Edson Oliveira desacomodou o MDB em Bragança a
tal ponto que o atual prefeito, Raimundo Oliveira, planeja largar tudo de mão e
voltar para o Acre. Dizem.
· Pior
para o candidato à sucessão, o médico Mário Júnior (foto), afilhado de vários
padrinhos no município, além do prefeito. Estaria, como se diz por lá, “no mato
sem cachorro”.
· Corre
na cidade que até o PSDB de Nilson Pinto fez o imponderável: teria desfiliado o
médico Nadson Monteiro, que trocou de lado para apoiar a candidatura do MDB e
perdeu as asas.
· Pobre
da comunidade quer não tem sequer um bispo para se queixar...
· Em
maio de 2023, as alegadas inconsistências nos planos de emergência e de
proteção à fauna foram invocadas pelo Ibama para negar aval para a Petrobras
prospectar petróleo na foz do Amazonas.
· Dias
atrás, porém, a estatal sinalizou ao órgão ambiental, em documento, que já
admite construir uma base marítima de atendimento a emergências no Oiapoque,
região do Amapá, não mais em Belém, a 170 km da área chamada Margem Equatorial,
como fator de segurança para obter o sinal verde à exploração.
· Graças
à baixa umidade relativa do ar, comum nesta época do ano, o céu do Ceará vem
sendo tomado por fumaça, oriunda - segundo a Fundação Cearense de Meteorologia
e Recursos Hídricos -, das queimadas na Amazônia e do continente africano.
· Com o
ministério da Fazenda confirmando, ontem, que a alíquota padrão do Imposto
sobre Valor Agregado ficará em quase 28%, o Brasil terá o maior IVA do mundo,
ultrapassando até a Hungria, onde a taxa é 27%.
· Detentores
dos menores IVA do mundo são Canadá, com 5%, e Andorra, com 4,5%; a média não
ponderada (2023) entre os 28 países membros da OCDE é de 19,2%.