Anotações de bastidores revelam método nacional do partido e acendem alerta no Palácio dos Despachos.
política paraense costuma se mover em círculos locais, entre alianças regionais e composições silenciosas, mas, quando o desenho vem de fora - e com estratégia nacional -, o tabuleiro muda.

O Pará, ainda que não apareça com o mesmo detalhamento de São Paulo ou Minas, está inevitavelmente dentro dessa equação. E isso tem impacto direto no governo estadual.
Órgão vinculado à reforma tributária fiscalizará imposto que substituirá ICMS e ISS; sede em Brasília reacende discussão federativa.
O que chama atenção nas anotações é o padrão. Em Estados estratégicos, o PL trabalha com três pilares: candidato competitivo ao governo, nome de peso ao Senado e composição que fortaleça o projeto presidencial. Esse modelo, aplicado nacionalmente, tende a ser replicado onde houver espaço político. E o Pará oferece exatamente isso: campo aberto, disputa fragmentada e protagonismo amazônico crescente.
O governo do Estado opera hoje com base numa engenharia de alianças múltiplas, mantendo partidos orbitando em torno do centro administrativo. O problema surge quando uma força nacional decide consolidar polo próprio.
Se o PL optar por candidatura robusta ao Senado no Pará, apoiada diretamente pelo núcleo bolsonarista, o efeito não será apenas eleitoral - será simbólico: transforma a disputa local em extensão da polarização nacional.
Deputados que hoje transitam com conforto entre campos ideológicos terão que escolher lado, prefeitos pragmáticos precisarão recalcular rota e lideranças intermediárias deixarão de atuar nas sombras. O barulho começa nos bastidores e ecoa rápido nas bases.
A movimentação do PL não é apenas estadual. Ela dialoga com o projeto presidencial articulado por Flávio Bolsonaro e pelo núcleo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando o Senado entra no cálculo, a estratégia muda de escala. Nesse ambiente, o Pará deixa de ser periferia política e passa a ser vitrine - e vitrines não admitem improvisos.
Não há anúncio oficial. Não há lançamento de candidatura. Não há palanque montado, mas há lista, método e coordenação. E, na política, quem monta a estrutura primeiro costuma largar na frente. O governo ainda tem tempo para reagir, mas não para fingir que não viu. O subsolo da política ferve.
A coluna escolheu não entrar no mérito dos ‘sinais’ constantes nas anotações do líder do PL pelo risco de interpretações equivocadas. O significado de um círculo sobre determinado nome aqui, ou uma seta indicativa acolá tanto pode significar ‘entrada’ quanto ‘saída’, ‘preferência’ ou ‘rejeição’.
Especialistas devem se debruçar sobre o tema porque, até mesmo dentro do partido, a leitura dos sinais mais clara aponta para uma eventual decisão do Republicanos sobre suas próprias candidaturas e isso não está escrito, por enquanto.

·O governador Helder Barbalho exonerou o ex-senador Fernando Flexa Ribeiro (foto) da presidência da Companhia de Gás do Pará.
·Assume a vaga o advogado Cláudio Moraes, especialista em Direito Administrativo, Eleitoral, Penal e Minerário, dono de um dos maiores escritórios de Parauapebas.
·Em 2022, toda a equipe do escritório assessorou a candidatura do atual deputado federal Keniston Braga.
·Para este ano, a expectativa é de atuação ainda mais pesada na região Sul do Pará nas campanhas de Keniston Braga e Hana Ghassan.
·A Gás Pará segue com cofres cheios, fruto do bom trabalho de Flexa Ribeiro, que deixou a empresa com vários contratos milionários.
·Beirando os 81 anos de idade, sem cargo e sem candidatura, Flexa Ribeiro deve virar cabo eleitoral de luxo da Hana Ghassan rumo ao Palácio dos Despachos.
·Lula e Flávio Bolsonaro estão praticamente empatados em intenção de votos no primeiro turno, mas Flávio já aparece à frente do petista, com 44,4% contra 43,8% num possível segundo turno, diz Paraná Pesquisas.
·O pedido de prisão de Lulinha, após CPMI do INSS aprovar a quebra do seu sigilo bancário, mantém a temperatura em elevadíssima ebulição em Brasília.
·Nada menos do que 47 parlamentares garantem haver indícios suficientes de autoria e materialidade de crimes.
·Assustados com os efeitos devastadores do caso Master sobre a campanha presidencial, petistas começam "descer do salto" e partir para o braço.
·A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que viralizou na internet defendendo no STF o pagamento de verbas indenizatórias a magistrados, os chamados “penduricalhos”, recebeu R$ 113,8 mil líquidos em dezembro.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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