Um cartaz exibido por um desconhecido em um bairro nobre de Belém dá o tom do pensamento coletivo em ano eleitoral; será um chamado à renovação, ou apenas um grito perdido na multidão?
eza a lenda que grandes problemas costumam chegar em pequenas embalagens, o que acaba sendo confirmado através de grandes acontecimentos da história.

Assim, de relance - e o redator
confessa, para início de conversa, que nem sabe justificar a razão -, recordo o
episódio envolvendo a Guerra das Malvinas, território reivindicado e ocupado
nas caladas de uma noite gelada pelo governo militar da Argentina antes que a
Inglaterra, suposta dona da concessão, se desse conta.
Corria abril do ano de 1982. As Ilhas
Malvinas, para a Argentina, ou Falkland, para o governo de sua majestade ocupam
uma extensa área irregular no Atlântico Sul centralizada na capital, Stanley,
na parte mais oriental, com área total de mais de 12 mil quilômetros quadrados.
Foi nessa região inóspita que o então
chefe da Junta Militar argentina, tenente-coronel Leopoldo Galtieri, decidiu
peitar a chamada “Dama de ferro”, a então primeiro-ministro Margareth Thatcher.
Os argentinos desembarcaram suas
tropas inexperientes e com equipamentos precários principalmente na Ilha
Sandwich do Sul e pareciam ter reconquistado seu território antes que a
cavalaria inglesa pousasse na Ilha de Assunção, distante mais de 5 mil
quilômetros dali. Até que, após o rancho da noite gelada, um soldado desavisado
decidiu extrapolar a fronteira da prudência e acendeu um cigarro. A baforada
custou caro.
Um sinalzinho eletrônico identificou
o calor na Ilha de Assunção e abriu as portas para o primeiro ataque inglês em
grande escala contra os argentinos, até a retomada do território, precipitando
a queda dos militares encastelados no poder em Buenos Aires. Moral da história:
um soldado entregou a guerra, com um total de mais de 600 mortos.
Em Belém, ontem, um eleitor anônimo
trajando camisa amarela e calças jeans e uma máscara que
lembra qualquer coisa, menos a bandeira do Brasil - seria não um eleitor, mas
um ativista cujas intenções foram traídas pelas cores? -, hasteou seu protesto
na esquina da avenida Nazaré com a Alcindo Cacela com a cara de Belém, senão do
Brasil, denunciando a riqueza de poucos, a fome e o desespero de muitos.
“Violência se combate com
barriga cheia”, dizem as mal traçadas linhas em um trecho do cartaz, sem perder
ou prejudicar a mensagem incisiva. E no outro, o recado definitivo: “Vamos
trocar todos os vereadores de Belém. Tem muita gente com fome. Eles não dão
conta do recado”.
O texto induz à noção de que a
população anseia não apenas pela eleição de prefeito, mas também começa a
pensar em renovar a Câmara de Vereadores de Belém.
Como na Guerra das Malvinas, a faísca
está acesa. O oxigênio é que não está concentrado.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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