De janeiro a junho deste ano já foram registrados 105 ocorrências, um aumento de 133% em relação ao mesmo período do ano passado
Belém, PA - Para orientar moradores e veranistas, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), reforça as principais medidas de prevenção e esclarece as dúvidas mais frequentes sobre a presença de arraias nas praias.
As arraias costumam permanecer parcialmente enterradas na areia, principalmente em áreas rasas e de águas calmas. A maioria dos acidentes ocorre quando o banhista pisa no animal sem perceber.
Em todo o ano passado, de acordo com o Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesma, foram registrados 45 casos de ferroadas de arraias, enquanto que de janeiro a junho deste ano já foram registrados 105 ocorrências, um aumento de 133% até então.
O médico veterinário da UVZ Claudio Douglas de Oliveira Guimarães orienta sobre prevenção aos acidentes com arraias durante momentos de lazer nas praias.
“Em vez de caminhar levantando os pés, o ideal é arrastá-los suavemente pela areia ao entrar na água. Esse movimento provoca uma pequena vibração e faz com que a arraia perceba a aproximação da pessoa, tendo a oportunidade de se afastar naturalmente, evitando o contato e diminuindo as chances de um acidente”, explica o veterinário.
O especialista reforça ainda que os banhistas devem evitar tocar ou tentar capturar esses animais, mesmo quando encontrados próximos à faixa de areia.
“As arraias não são animais agressivos e os acidentes geralmente acontecem como uma reação de defesa, quando elas se sentem ameaçadas ou são pisadas acidentalmente. Por isso, a prevenção e o respeito ao espaço desses animais são fundamentais”, orienta.
Claudio Douglas também destaca a importância de manter as crianças sempre acompanhadas por um adulto e seguir as recomendações das equipes de vigilância que atuam nas praias durante o período de veraneio, contribuindo para um lazer mais seguro para todos.
Atendimento imediato é fundamental
Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para receber o atendimento adequado. Não é recomendado utilizar substâncias caseiras, fazer cortes no local do ferimento ou tentar retirar possíveis fragmentos do ferrão sem assistência especializada, pois essas práticas podem agravar a lesão.
A limpeza correta do ferimento e o tratamento precoce são fundamentais para aliviar a dor, prevenir infecções e evitar complicações.
Foto: Agência Belém
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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