Oito meses depois do encontro climático em Belém, diplomacia brasileira ainda corre para resolver pendências deixadas pela conferência e preservar o legado político.
oito meses da próxima conferência global do clima, a COP31, prevista para Antália, na Turquia, o embaixador André Corrêa do Lago ainda corre contra o relógio para concluir o trabalho da presidência brasileira da COP30, realizada em Belém.

Entre as prioridades listadas pela presidência brasileira estão dois chamados “Mapas do Caminho”: um para o fim do desmatamento global e outro para a transição energética longe dos combustíveis fósseis. Somados ao chamado “Acelerador”, esses instrumentos são apresentados como mecanismos capazes de acelerar a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Até 31 de março, a presidência da COP30 mantém aberta uma consulta global para receber contribuições de governos, organizações e especialistas. Em entrevista à Agência Brasil, Corrêa do Lago detalhou o esforço diplomático em curso para transformar em compromissos concretos aquilo que ficou apenas no discurso durante a conferência de Belém.
Entre as frustrações da COP30 está a incapacidade de se chegar a algum entendimento mais sólido sobre combustíveis fósseis - tema que acabou ganhando espaço político mesmo sem constar formalmente da agenda da conferência.
A iniciativa mais ativa acabou partindo da Colômbia, que reuniu cerca de 85 países em torno de um movimento internacional pela redução das emissões derivadas do petróleo, gás e carvão. O governo brasileiro, porém, reivindica a paternidade política da proposta.
Segundo Corrêa do Lago, a ideia de um “mapa do caminho” para a transição energética teria sido lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cúpula política do clima. A Colômbia, afirma o diplomata, apenas encampou a proposta dentro das negociações técnicas.
A disputa por protagonismo ilustra um dos efeitos colaterais da COP de Belém: o Brasil entrou como anfitrião de uma conferência estratégica, mas terminou o encontro vendo outras capitais tentarem assumir a liderança política de alguns dos temas centrais.
O chamado “Mapa do Caminho” já havia aparecido na COP28, em Dubai, e voltou à pauta em Belém como tentativa de transformar decisões diplomáticas em metas concretas.
Após a COP30, o Brasil comprometeu-se a apresentar dois planos estruturados: um voltado ao fim do desmatamento global e outro à transição energética. Governos, empresas, universidades e organizações não governamentais têm até maio para apresentar contribuições.
Outra pendência envolve o financiamento climático internacional. A meta em discussão é mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para apoiar países em desenvolvimento - compromisso originalmente discutido na COP29, no Azerbaijão.
Nos bastidores das negociações climáticas, o tema energético continua sendo o maior campo de conflito geopolítico. Extremos climáticos já aparecem no topo da lista de riscos globais em fóruns internacionais como o Fórum Econômico Mundial. Ainda assim, os avanços concretos seguem lentos - em grande parte porque a transição energética mexe diretamente com interesses econômicos gigantescos.
Segundo o presidente da COP30, o próprio sistema internacional evita discutir energia de forma direta. Dentro das Nações Unidas, o tema aparece sobretudo ligado à não proliferação nuclear, enquanto o debate sobre petróleo, gás e carvão costuma escapar para fora da estrutura formal da ONU.
A posição dos Estados Unidos continua sendo um dos principais freios políticos à aceleração da transição energética global. Hoje a maior potência produtora de petróleo e gás do planeta, Washington tem resistido a compromissos mais duros de redução de combustíveis fósseis - uma postura que, segundo diplomatas, reflete o peso estratégico desses recursos na geopolítica global.
O contraste mais evidente surge na comparação com a China, segunda maior economia do mundo, que vem apostando pesadamente na expansão de tecnologias ligadas à transição energética.
Outra frente aberta pela presidência brasileira é o chamado “Acelerador”, mecanismo que busca transformar promessas diplomáticas em projetos concretos de implementação do Acordo de Paris.
O trabalho envolve especialistas do Grupo Independente de Especialistas de Alto Nível em Mudanças Climáticas, liderado pelo economista britânico Nicholas Stern, além de um conselho internacional de economistas criado para apoiar a COP de Belém.
A lógica é simples: sem números claros, a transição climática permanece no terreno das boas intenções.
O problema é outro. Até hoje, os cálculos para salvar o planeta raramente cabem nas planilhas que sustentam a riqueza das economias desenvolvidas. E enquanto essa equação não fecha, a conferência que prometia colocar Belém no centro da diplomacia climática mundial segue com parte de suas decisões ainda em aberto - um legado que o Brasil tenta resolver depois que as luzes da COP já se apagaram.

•O vice-presidente Geraldo Alckmin (foto) confirmou que pretende sair do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 4 de abril para disputar as eleições.
•O escritor e psiquiatra Augusto Cury afirmou que pretende disputar a presidência em 2026 e busca um partido para viabilizar a candidatura.
•Em carta pública, disse que deseja atuar como "pacificador" no cenário político e mencionou nomes como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro ao comentar o debate eleitoral.
•O ator Dado Dolabella anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo MDB no Rio de Janeiro. Em vídeo nas redes sociais, afirmou que pretende defender mulheres, pessoas "injustiçadas", proteção aos animais e segurança pública.
•O ator acumula condenações por violência doméstica contra ex-companheiras, incluindo casos envolvendo Luana Piovani, Viviane Sarahyba e Marina Dolabella.
•A filiação de Dado Dolabella ao MDB provocou desconforto na ala feminina da sigla. Kátia Lôbo, presidente do MDB Mulher, disse estar "estarrecida" com a sua adesão.
•A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou uma resolução que pune passageiros classificados como indisciplinados em voos e aeroportos.
•A norma prevê multa de até R$ 17,5 mil e a possibilidade de inclusão do infrator em uma lista restritiva de voos.
•No limite, a pessoa punida poderá ser impedida de embarcar em voos domésticos por até doze meses, a depender da gravidade da conduta. Os nervosinhos que “segurem a onda”.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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