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Polêmica

Caso da "rosquinha" leva Prefeitura a se manifestar sobre alimentos no Mangueirão

Regra que proíbe ingresso ao estádio com alimentos e bebibdas ganhou repercussão após um vídeo em que um torcedor é orientado a não entrar no Mangueirão com uma rosquinha

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  • Da Redação | Agência Brasil
  • 13/08/26 16:00
Caso da

Belém, PA - A Prefeitura de Belém orienta o público sobre os cuidados relacionados ao consumo de alimentos e bebidas durante os eventos realizados no Mangueirão. Não é permitida a entrada de alimentos e bebidas que não foram adquiridos no local. O estádio conta com bares e lanchonetes destinados ao atendimento do público.


A regra ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que um torcedor é orientado a não entrar no Mangueirão com uma rosquinha. A situação gerou dúvidas sobre o motivo da restrição e chamou atenção para os cuidados necessários com os alimentos consumidos durante os eventos.


Charles Rodrigues, coordenador da Divisão de Alimentos da Sesma, orienta sobre os cuidados sanitários na entrada e comercialização de alimentos e bebidas no Mangueirão.


Segundo o coordenador da Divisão de Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) da Sesma, Charles Rodrigues, a restrição contribui para que os alimentos comercializados dentro do estádio sejam submetidos ao controle e à fiscalização sanitária.


“Essa restrição de entrada de alimentos e bebidas no Mangueirão é uma medida de segurança sanitária. Dentro do estádio nós temos pontos de venda fiscalizados, com controle de higiene, armazenamento e procedência. Isso reduz riscos de contaminação e garante mais segurança para o torcedor.”


A Vigilância Sanitária fiscaliza os estabelecimentos e pontos de comercialização de alimentos dentro do Mangueirão, verificando condições de higiene, armazenamento, conservação, validade, procedência e manipulação dos produtos.


Para a população, a orientação é ter atenção ao consumir alimentos adquiridos em estabelecimentos que não ofereçam garantias sobre as condições de preparo e conservação. Produtos que permanecem por longos períodos fora de refrigeração, são manipulados sem higiene adequada ou ficam expostos ao calor e à contaminação podem aumentar o risco de doenças transmitidas por alimentos.


Por isso, antes de consumir alimentos fora de casa, é importante observar as condições de higiene do local, a forma como os produtos são armazenados e manipulados e se há estrutura adequada para conservação dos alimentos.


Fiscalização e adequações


A atuação da Vigilância Sanitária no Mangueirão também inclui inspeções das condições estruturais das cozinhas, bares e banheiros disponibilizados ao público. As equipes observam a organização, limpeza, abastecimento de água, funcionamento das instalações e disponibilidade de insumos para a higienização das mãos.


Quando são identificadas inconformidades, os responsáveis são orientados a realizar os ajustes necessários. A Vigilância acompanha as medidas adotadas para garantir condições sanitárias adequadas durante os eventos.


A atuação preventiva e fiscalizatória da Sesma busca reduzir riscos à saúde e garantir que os serviços de alimentação e as estruturas utilizadas pelo público estejam em condições de funcionamento.


Quem identificar possíveis irregularidades sanitárias em estabelecimentos que comercializam ou manipulam alimentos pode procurar a Vigilância Sanitária da Sesma para registrar a denúncia. O departamento funciona na avenida Governador José Malcher, 2821, 1º andar, bairro de São Brás, em Belém. Denúncias podem ser feitas para o e-mail devisa.denuncia@yahoo.com.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.