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Tecnologia

Como o iOS 26 da Apple e o Android 16 do Google vão mudar nossos celulares

Veja o que as duas empresas estão preparando para o futuro

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  • 10/08/25 16:00
Como o iOS 26 da Apple e o Android 16 do Google vão mudar nossos celulares

Rio de Janeiro, RJ - Por quase duas décadas, os smartphones funcionaram praticamente da mesma maneira, quer você comprasse um iPhone da Apple ou um aparelho com o sistema Android do Google: uma grade de aplicativos coloridos nos quais você toca para abrir. Mas este ano, Apple e Google estão finalmente seguindo caminhos diferentes.


O próximo sistema operacional da Apple, o iOS 26, que será lançado no outono do hemisfério norte (primavera no Brasil), traz uma estética transparente que imita o visual do vidro, fazendo com que os aplicativos e botões se misturem com o conteúdo da tela.


O Google, por sua vez, está indo na direção oposta com o recém-lançado Android 16, que dá ênfase a cores mais vibrantes e chamativas.

Essas são apenas mudanças estéticas que podem representar o início de uma separação mais profunda entre iOS e Android. O Google também está apostando fortemente na integração do Gemini, seu chatbot de inteligência artificial, para automatizar tarefas como escrever e-mails, editar fotos e criar listas de compras.


Em contraste, a Apple lançou um conjunto limitado de recursos de IA e adiou a estreia de uma versão reformulada da Siri devido a desafios técnicos. Assim, a empresa está concentrando seus esforços em tornar a interface do sistema mais bonita.


O que isso significa para você, consumidor, é que sua experiência com tecnologia pode variar drasticamente dependendo do tipo de telefone que você comprar nos próximos anos.


Com o Google mergulhando de cabeça na inteligência artificial, os usuários do Android logo terão celulares que analisam seus dados para realizar diversas tarefas automaticamente — mas ainda é incerto se isso será bem recebido. Já os usuários de iPhone terão um software visualmente mais refinado, o que representa uma continuação da abordagem atual da Apple.


A seguir, veja os destaques das mudanças que estão por vir em nossos smartphones com a chegada iminente do iOS 26 e do Android 16.


Apps do iPhone estão desaparecendo, Android está ficando mais ousado


Quando a Apple revelou o iOS 26 — adotando um novo esquema de numeração baseado no ano fiscal em que o sistema será disponibilizado — durante uma conferência de software no mês passado, anunciou uma nova interface que chamou de Liquid Glass (“Vidro Líquido”), referindo-se a uma estética translúcida que imita a aparência do vidro.


Por exemplo, o ícone de um app ou um botão pode mudar de aparência para se adaptar à iluminação e às cores da foto de fundo. A Apple está aplicando essa estética vítrea também a outros dispositivos, como iPads e Macs, para tornar a experiência mais consistente em todo o seu ecossistema.


Em contraste, na conferência de software do Google em maio, a empresa apresentou o novo design do Android 16, chamado Material 3 Expressive, que faz a tela do celular parecer mais com arte pop. É possível escolher um tema de cores para mudar o visual geral da interface - por exemplo, o tema roxo inclui janelas de apps em rosa, texto em ameixa e botões em violeta escuro. Segundo o Google, o objetivo é proporcionar aos usuários uma conexão mais emocional com o Android.


Ainda assim, ambas as reformulações de design parecem uma distração diante da verdadeira transformação que está acontecendo nos nossos celulares — e que está sendo impulsionada pela inteligência artificial.


Google quer transformar o Gemini no grande diferencial do Android


Assim como em sua versão anterior, o Android 16 traz o Gemini, com o qual os usuários podem interagir por voz ou texto para agilizar tarefas em seus celulares.


Nos últimos anos, o Google expandiu o Gemini para controlar diversos softwares, incluindo seu app de anotações, o Google Maps e o YouTube. O chatbot é baseado em inteligência artificial generativa - a tecnologia que usa modelos de linguagem complexos para prever quais palavras devem vir juntas em um contexto.


Isso permite que usuários do Android pressionem o botão de energia do celular para ativar o Gemini e falem ao microfone pedindo coisas como:


- Gerar uma lista de compras para guacamole no app de anotações.

- Verificar quanto tempo leva para chegar a pé a um cinema próximo.

- Criar uma lista de ingredientes a partir de um vídeo de receita que estão assistindo no YouTube.


Em outras palavras, embora a parte mais chamativa do Android 16 seja sua interface colorida, a verdadeira força que está moldando o Android é o Gemini.


Apple ainda está correndo atrás na área de IA


No iOS 26, a Apple está expandindo sua inteligência artificial, chamada Apple Intelligence, lançada no ano passado, com novos recursos como tradução automática de idiomas e a capacidade de fazer buscas na web usando dados de uma captura de tela — ferramentas que os usuários do Android já têm há algum tempo.


As traduções em tempo real funcionam em alguns aplicativos de comunicação da Apple, como o Mensagens e o FaceTime. Por exemplo, durante uma chamada no FaceTime com um parente falando em sua língua nativa, é possível ver uma legenda traduzida em forma de balão na tela. O Google lançou uma ferramenta semelhante em 2021.


O novo sistema do iPhone também usa IA para agilizar tarefas com base em informações de uma captura de tela. Por exemplo, se você tirar um print de um site com a data e horário de um show, aparecerá uma sugestão para adicionar o evento ao calendário. Ou, se fizer uma captura de tela de uma bolsa que está pesquisando para comprar, poderá tocar em um botão para fazer uma busca na internet por bolsas parecidas.


Isso é semelhante ao recurso Circle to Search do Google, que permite a usuários do Android desenhar círculos ao redor de objetos para fazer buscas por imagem. Muitos usuários consideram essa função um truque, pois raramente é útil.


Quanto à Siri, a Apple planejava lançar nesta primavera uma versão reformulada de sua assistente virtual com inteligência artificial, para competir com o Gemini do Google. No entanto, esses planos foram adiados indefinidamente após testes internos mostrarem que a assistente falhava em quase um terço das solicitações.


Por enquanto, os usuários ainda interagem com a Siri “tradicional” e podem redirecionar algumas solicitações para o popular chatbot da OpenAI, o ChatGPT.


O New York Times processou a OpenAI e sua parceira, a Microsoft, alegando violação de direitos autorais em conteúdos jornalísticos usados por sistemas de IA. As duas empresas negam as acusações.


O que tudo isso significa


Todas as grandes empresas de tecnologia de consumo estão redesenhando seus produtos para incluir novas tecnologias de IA nos softwares que usamos no dia a dia — e todas essas ferramentas ainda cometem muitos erros.


Em outras palavras, não há pressa para entrar nessa onda. Mas, no ritmo atual, os usuários de Android experimentarão antes dos donos de iPhone o que é ter um celular com IA - um aparelho que usa os aplicativos no seu lugar.


Foto: Divulgação
(Com O Globo)

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.