Faturamento por estimativa, falhas operacionais e atendimento travado puxam pedidos de apuração contra Águas do Pará.
rotina de moradores de Belém e da Região Metropolitana passou a incluir um novo item fixo: a contestação de contas de água. Relatos encaminhados à coluna apontam um padrão que se repete - cobranças por estimativa em imóveis sem consumo ativo, valores considerados acima do histórico e dificuldade para revisão das faturas.

Em um dos casos, unidades ainda fechadas foram tarifadas por meses antes da instalação de hidrômetros. A soma das cobranças chegou a milhares de reais, mesmo sem uso. Quando o medidor passou a operar, as contas recuaram para patamares de R$ 50 a R$ 60, reforçando a suspeita de distorção no período estimado. Em outras unidades, também sem consumo, persistem boletos mensais na casa dos R$ 200.
O ponto de atrito é o faturamento por estimativa - mecanismo previsto para situações excepcionais, como ausência temporária de leitura. Consumidores ouvidos afirmam que a prática tem sido aplicada de forma prolongada, sem base técnica clara e sem comunicação adequada sobre critérios de cálculo.
A percepção recorrente é de inversão: onde não há consumo, a conta é alta; onde há medição regular, o valor cai. A divergência alimenta pedidos de revisão e devolução de valores.
Outro gargalo é o atendimento. Usuários descrevem dificuldade para resolver demandas nos canais digitais e baixa efetividade no presencial. Protocolos se acumulam sem resposta conclusiva, e a contestação de faturas vira um processo demorado.
Condomínios relatam limitações operacionais para negociação e padronização de procedimentos que não consideram especificidades das unidades. A sensação é de “porta giratória”: o cliente retorna ao ponto inicial após cada tentativa.
As reclamações deixaram de ser pontuais no interior e ganharam volume na capital. Em bairros centrais e periféricos, moradores relatam piora na regularidade do abastecimento, aumento de tarifas e inconsistências no serviço.
Paralelamente, crescem os relatos de falhas no escoamento e de inexistência prática de rede de esgoto em trechos urbanos. O resultado aparece nos dias de chuva: alagamentos mais frequentes em áreas onde não eram rotina, segundo moradores.
A concessão dos serviços de água e esgoto no Estado, herdada da antiga operação da companhia estadual, previa metas de universalização e cronogramas de investimento. Especialistas ouvidos pela coluna apontam que, nessa fase inicial, a qualidade da transição - cadastro, medição, leitura e comunicação com o usuário - é determinante para evitar distorções no faturamento. Sem isso, o risco é duplo: erosão da confiança do consumidor e judicialização em massa.
Diante da repetição dos casos, cresce a cobrança por atuação do Ministério Público do Pará, da Defensoria Pública e da agência reguladora estadual, para verificar práticas de faturamento, critérios de estimativa, prazos de instalação de hidrômetros e qualidade do atendimento.
A apuração pode alcançar também a aderência da concessionária às metas contratuais e aos indicadores de desempenho previstos para o início da operação.
Procurada, a Águas do Pará informou que o faturamento por estimativa é utilizado quando há impossibilidade de leitura e segue normas regulatórias, sendo ajustado após a medição efetiva. A concessionária afirmou ainda que mantém canais de atendimento para revisão de contas e que está ampliando a instalação de hidrômetros e equipes de campo.
Sobre as queixas na capital, a empresa declarou que executa um plano de melhorias operacionais e expansão de redes, com investimentos previstos ao longo do contrato.
A verdade é que, entre a regra e a exceção, a conta precisa fechar. Sem transparência no cálculo e resposta ágil ao consumidor, a estimativa vira conflito - e o serviço, alvo. A régua agora é simples: medir, cobrar certo e resolver rápido. Caso contrário, a fatura maior tende a chegar fora do boleto.

•Uma sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, em Brasília, terminou em tumulto, ontem.
•O episódio ocorreu durante a fala da deputada Erika Hilton, do Psol, em meio a um ambiente já tensionado por provocações no plenário.
•Um manifestante, presente na sessão, passou a ofender a deputada Clarissa Tércio, do PP, chamando-a de “feia” e “horrorosa”. Diante da situação, o deputado federal Éder Mauro (foto) reagiu.
•Tomou as dores da parlamentar e deu um tapa no celular do manifestante, interrompendo a gravação. Com o agravamento do tumulto, a sessão foi interrompida.
•O Estado acabou de confessar que fez menos de 50 concursos, com a nomeação de 17 mil servidores nos sete anos do atual governo. O número bem maior foi o de aprovados em mais de 500 PSS.
•Belém continua sendo a cidade do “já teve”. Nesta semana, foi anunciado que mais duas lojas tradicionais na capital estão abandonando as atividades.
•A loja de roupas femininas, KattLeya Pátio Belém fechará as portas após 36 anos, ficando apenas com a loja do Shopping Bosque Grão-Pará.
•A outra, a tradicional Casa Salomão, na avenida Magalhães Barata, ainda não fechou as portas, mas informou que as vendas, agora, são somente pela internet, deixando de lado o atendimento presencial ao público.
•Uma comissão dos EUA acusou Alexandre de Moraes de censura à liberdade de expressão. O relatório diz, inclusive, que certas decisões do ministro têm poder de interferir nas eleições de outubro.
•Angustiado com os números do degelo de sua popularidade, Lula exige que o Congresso "aprove já" a tal PEC da Segurança Pública, tida por ele como "primordial para combater o crime organizado", porém, "incombinável" com a maioria dos governadores, que enxergam na proposta perda de competências constitucionais.
•Já se sabe o tamanho da conta que União e Estados farão para tentar frear a alta do preço do diesel: R$4 bilhões.
•O acordo emergencial garante subvenção ao diesel no valor de R$ 1,20 por litro, sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos Estados.
•A pulga atrás da orelha do consumidor é “quantum” desse sacrifício fiscal, pois quem acabará pagando é o próprio contribuinte.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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