Executiva Nacional discute estratégia que deve ir além da capacitação de pré-candidatos, alianças, governo do Estado e Senado.
visita da cúpula nacional do Podemos a Belém, nesta sexta-feira,10, tem tudo para se transformar em um dos movimentos políticos mais relevantes do período pré-eleitoral no Pará. Oficialmente, a agenda prevê um encontro de formação e alinhamento com pré-candidatos da legenda. Nos bastidores, porém, o objetivo é bem mais amplo: definir o papel que o partido pretende desempenhar na disputa de 2026.

A presença da direção nacional é vista por dirigentes da legenda como um gesto de prestígio ao comando estadual e uma demonstração de que o Pará entrou definitivamente no radar das prioridades do Podemos para as eleições do próximo ano.
Embora a pauta oficial destaque a preparação dos futuros candidatos, interlocutores do partido admitem que as conversas reservadas tratarão do desenho eleitoral do Estado.
Entre os assuntos previstos estão a definição da estratégia para a disputa ao governo do Pará, a construção de alianças, possíveis composições proporcionais e, principalmente, o fortalecimento da candidatura de Zequinha Marinho ao Senado.
A expectativa é que a reunião também estabeleça diretrizes para a atuação da legenda nas diferentes regiões do Estado, onde o partido busca ampliar sua presença política e eleitoral.
A visita da cúpula nacional a Belém também carrega um simbolismo político. Em um momento em que diversos partidos intensificam negociações e rearranjos visando 2026, a presença dos principais dirigentes do Podemos sinaliza que a direção nacional pretende participar diretamente das decisões envolvendo o Pará.
Na avaliação de integrantes da legenda, o encontro consolida Zequinha Marinho como principal referência do partido no Estado e reforça sua posição nas negociações que devem marcar os próximos meses.
As definições tomadas durante a passagem da executiva nacional por Belém poderão influenciar não apenas o futuro do Podemos, mas também o desenho das alianças que começam a ganhar forma no cenário político paraense. Afinal, em ano pré-eleitoral, visitas de dirigentes nacionais raramente servem apenas para cursos de formação. Em política, agendas oficiais costumam esconder conversas bem mais decisivas atrás de portas fechadas.

•Com Paulo Gaya (foto) de olho nas urnas de 2026, a Superintendência Regional do Trabalho no Pará e Amapá passa ao ex-vice-prefeito de Belém Edilson Moura. Em ano pré-eleitoral, mudança de comando quase nunca é apenas administrativa.
•A gritaria sobre o jogador perdoado pela Fifa parece novidade, mas o futebol tem memória. Em 1962, Garrincha também foi absolvido depois de expulso na semifinal, disputou a decisão contra a então Tchecoslováquia e ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato. Mudam os protagonistas; os bastidores continuam os mesmos.
•Se a Copa confirmou alguma coisa até aqui, é que camisa pesada continua fazendo diferença. Argentina, França e Espanha seguem entre os principais candidatos ao título. Já os donos da casa descobriram que nem sempre o mando de campo vence o futebol.
•Pela primeira vez, o Brasil alcançou a marca de R$2 trilhões em impostos ainda no primeiro semestre do ano, segundo levantamento da Associação Comercial de São Paulo. Trata-se da maior carga tributária da América Latina, atingindo quase 34% do PIB.
•Enquanto o contribuinte faz contas para fechar o mês, os contracheques de parte da magistratura seguem encontrando novos caminhos para ultrapassar o teto constitucional. No Brasil, teto parece ser apenas mais um ponto de partida.
•A aula magna de Fernando Haddad na Unicamp foi interrompida por protesto de integrantes do MBL e do partido Missão. Pré-candidato Matheus Pereira foi retirado do local e, durante a confusão, acabou derrubado com uma rasteira.
•Um cachorro caramelo "driblou" a equipe de segurança e recebeu carinho do presidente Lula durante agenda no Ceará.
•Jair Renan Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura a deputado federal por Santa Catarina. O vereador afirmou que cumpre missão dada pelo pai.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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