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SEGURANÇA PÚBLICA

Decreto de Helder afasta oficial da PM por possível violação ao dever e à honra

Oficial é alvo de ações que tramitam sob sigilo e envolvem acusações graves; governo reage com abertura de Conselho de Justificação.

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 27/03/26 11:00
Decreto de Helder afasta oficial da PM por possível violação ao dever e à honra
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governo do Pará determinou o afastamento do tenente-coronel da Polícia Militar Edimar Marcelo Coelho Costa e instaurou Conselho de Justificação para apurar condutas consideradas de natureza grave.

 

Decisão publicada no DOE aponta que conduta, se confirmada, configura transgressão disciplinar grave/Fotos: Agência Pará.

A decisão foi formalizada em decreto publicado no Diário Oficial do Estado, com base em dispositivos da Constituição Estadual e da legislação que rege a carreira militar.

Segundo o texto, os fatos atribuídos ao oficial estão sendo analisados em processos judiciais que tramitam sob segredo de justiça, incluindo uma ação penal e outra de natureza cível, com pedido de tutela de urgência.

Gravidade do caso

Sem detalhar o conteúdo das acusações - por força do sigilo -, o decreto é explícito ao classificar os fatos como incompatíveis com o exercício da função militar. O documento aponta possível violação ao dever, à honra pessoal e ao decoro da classe, além de indicar que a conduta, se confirmada, configura transgressão disciplinar de natureza grave.

Há menção expressa a crime contra a dignidade sexual de menor, o que eleva o grau de repercussão institucional do caso.

Reação imediata

Como medida cautelar, o oficial foi afastado das funções e colocado à disposição do Conselho de Justificação, instância responsável por avaliar a permanência de militares na ativa. O colegiado será composto por três coronéis da PM, com outros três suplentes designados para o procedimento e o prazo para conclusão é de 30 dias.

Sinal político

A publicação do decreto indica reação rápida do governo diante de um caso de alto potencial de desgaste. Ao optar pelo Conselho de Justificação - e não apenas por medidas internas mais brandas -, o Executivo sinaliza que trata o episódio como questão de honra institucional da corporação. O desfecho, agora, dependerá do andamento paralelo nas esferas administrativa e judicial.

Papo Reto

A decisão que concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (foto) impôs restrições que reduzem sua capacidade de articulação política e contato com aliados. 

•Com limitações de comunicação e circulação, o ex-presidente perde espaço no debate público e na mobilização de sua base. 

A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre os chamados “penduricalhos” não derruba o teto constitucional - mas ensina como contorná-lo com elegância jurídica. 

• Ao manter fora do limite as verbas classificadas como indenizatórias, a Corte preserva a regra no papel e flexibiliza na prática.

O resultado é um arranjo curioso: o teto existe, mas depende da etiqueta. Se é salário, entra; se vira “indenização”, escapa. 

•E assim se constrói uma realidade em que carreiras de elite do serviço público - com destaque para a magistratura - orbitam acima do limite sem, tecnicamente, descumpri-lo.

É legal? Em boa medida, sim. É razoável? Aí já são outros quinhentos. Na vera, onde o contribuinte não distingue rubrica de contracheque, a percepção é mais simples: há um teto que não contém - e quando a exceção vira rotina, a regra passa a ser apenas decorativa.

• O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defendeu o voto distrital misto como alternativa para fortalecer a representação política.

Segundo ele, o modelo aproxima eleitores e parlamentares e pode reduzir custos eleitorais. O tema deve voltar à pauta após a janela partidária. 

•O voto distrital, em suas diferentes versões, é uma proposta que atravessa a história política brasileira e volta periodicamente ao debate sobre reformas eleitorais. Agora, ganha novo fôlego com o modelo distrital misto, já aprovado pelo Senado e em análise na Câmara. 

Durante os 180 dias de atuação da CPMI do INSS, o colegiado ouviu 26 pessoas em 28 reuniões realizadas e aprovou mais de 300 requerimentos. 

•Entre suspensões e bate-bocas, a CPMI do INSS protagonizou embates fervorosos durante suas sessões. O colegiado foi palco de disputas políticas e discussões acaloradas que marcaram os 180 dias de atuação.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.