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INFRAESTRUTURA

Empresários reagem e defendem data centers como aposta estratégica do Pará

Documento enviado à Assembleia Legislativa pede que o debate sobre data centers deixe o campo ideológico e seja conduzido com base em critérios técnicos.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 17/07/26 09:00
Empresários reagem e defendem data centers como aposta estratégica do Pará
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disputa em torno da instalação de grandes data centers no Pará ganhou um novo capítulo. Reunindo as principais entidades do setor produtivo do Estado, o Fórum das Entidades Empresariais do Pará encaminhou ofício ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Chicão Melo, pedindo que a discussão sobre o tema seja pautada por critérios técnicos, científicos e jurídicos, e não por posições ideológicas ou informações consideradas equivocadas. 

 

Em documento encaminhado ao presidente Chicão Melo, setor produtivo aponta risco de perda de investimentos no Pará/Fotos: Divulgação.

O documento surge em resposta ao crescimento das críticas de segmentos ambientalistas sobre o consumo de energia, uso de água e impactos ambientais dos empreendimentos voltados à inteligência artificial e computação em nuvem.

Recado ao Parlamento

Sem citar diretamente adversários do projeto, o Fórum afirma que interpretações sem respaldo técnico podem gerar insegurança jurídica, afastar investimentos e comprometer a imagem do Pará como destino para novos negócios. A mensagem tem endereço claro: a Assembleia Legislativa, onde o tema vem sendo debatido. 

As entidades sustentam que data centers já são considerados infraestrutura estratégica, comparável a portos, rodovias e sistemas de energia, por sustentarem inteligência artificial, serviços financeiros, telecomunicações, pesquisa científica e a economia digital. 

Sistema como vitrine

O ofício utiliza como exemplo o empreendimento BEL1, da Elea Data Centers, apresentado como o primeiro data center de grande porte do Estado. Segundo o documento, o projeto utiliza sistema de refrigeração por expansão direta (DX), que praticamente elimina o consumo de água no processo de resfriamento. O Fórum também afirma que a capacidade inicial, de 7,5 MW, é semelhante à demanda energética de grandes centros comerciais e que toda a energia contratada é proveniente de fontes renováveis certificadas. 

Outro argumento é que nenhuma ligação à rede elétrica é autorizada sem capacidade técnica disponível, afastando a tese de que novos empreendimentos poderiam comprometer o abastecimento da população. 

Sem riscos ao Estado

O Fórum também rebate uma crítica recorrente: a de que data centers gerariam poucos empregos diretos. Segundo as entidades, o verdadeiro impacto estaria na capacidade de atrair empresas de computação em nuvem, inteligência artificial, desenvolvimento de software, startups, universidades, centros de pesquisa e serviços especializados, formando um ecossistema de inovação com reflexos sobre arrecadação, qualificação profissional e competitividade regional. 

Ao mesmo tempo, o documento ressalta que defender esses investimentos não significa flexibilizar a legislação ambiental. Pelo contrário, afirma que todos os empreendimentos devem cumprir integralmente as exigências legais e ambientais. 

Disputado mais ampla

Na prática, o ofício revela que a discussão ultrapassa um único empreendimento. O que está em jogo é a estratégia de desenvolvimento do Pará em um momento em que a corrida mundial por infraestrutura para inteligência artificial acelera investimentos bilionários.

Ao pedir que o Parlamento conduza o debate com participação de universidades, pesquisadores, órgãos ambientais e setor produtivo, o Fórum tenta deslocar a discussão do campo político para o técnico. Também coloca sobre a mesa uma questão que tende a marcar os próximos anos: se o Pará pretende permanecer apenas como fornecedor de energia limpa ou disputar espaço na economia digital de alto valor agregado. 

A iniciativa empresarial também indica que a resistência aos data centers já deixou de ser apenas uma controvérsia ambiental. Agora, tornou-se uma disputa sobre o modelo de desenvolvimento que o Estado pretende adotar nas próximas décadas.

Papo Reto

Chegaram ao conhecimento da governadora Hana Ghassan (foto) relatos nada republicanos sobre os bastidores da Artran, agência que, segundo as versões, estaria hoje sob forte influência de um único deputado - para desagrado de quem espera um transporte público realmente eficiente no Pará.

•As denúncias afirmam que "poucos recebem benesses e muitos não levam sequer o que a lei garante; tudo teria um preço". 

Se isso não procede, a situação do transporte em Mosqueiro, Vigia, Tauá e Colares ajuda a explicar por que operadores regulares quebraram após a expansão do transporte clandestino, diante da omissão do órgão regulador. 

•O resultado foi uma população dependente de serviços mais caros, menos seguros e sem assegurar gratuidades previstas em lei. As mesmas reclamações se repetem em outras regiões do Estado.

A tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos não atingirá todas as exportações brasileiras. Produtos como café, carne bovina e suco de laranja ficaram de fora da medida.

•Porém, outros milhares de itens vendidos ao mercado americano passarão a ser taxados. Veja o que entra e o que escapa da nova lista. 

Entre os produtos taxados, alguns dos queridinhos da mesa americana escaparam. Talvez porque, em política, poucas coisas falam mais alto do que mexer no bolso e no café da manhã do eleitor.

•O presidente Lula prometeu adotar medidas de reciprocidade após os Estados Unidos tarifarem o Brasil. 

Em nota, o presidente defendeu o Pix, criticou a decisão americana e afirmou que o tarifaço contou com a "ativa colaboração da família Bolsonaro". 

•Dario Durigan afirmou que o governo poderá adotar medidas para proteger a economia brasileira contra novas tarifas sobre produtos do Brasil.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.