Companhia de Portos e Hidrovias revoga aumento de R$ 5,1 milhões, mas corre o risco de ser acionada na Justiça por falta de pagamento a prestadores de serviço.
Governador garante resolver questão do Porto de Outeiro, orla de Belém e de Icoaraci, mas obras nos terminais estão comprometidas/Fotos: Divulgação-Vídeos-Coluna Olavo Dutra.
corrida contra o tempo, por si uma luta inglória, costuma ganhar contornos dramáticos quando menos se espera. Esta parece ser a situação do governo do Pará em relação às obras mais emblemáticas planejadas para a COP 30 envolvendo portos para tentar atracar navios de cruzeiros em nome de hospedagens de alto padrão.
Depois de dar em água a tão falada dragagem do Porto de Belém e da lentidão na construção de um terminal hidroviário internacional na orla da cidade, que tem tudo para não ficar pronto para a COP30, outra obra portuária está mais do que ameaçada - o Terminal Hidroviário Turístico de Icoaraci.
Na última quarta-feira, 12, a Companhia de Portos e Hidrovias (CPH) do Pará publicou, na edição de número 36.132 do Diário Oficial do Estado, a revogação da declaração de contrapartida que havia publicado em 3 de janeiro deste ano, aumentando para R$ 5,1 milhões o valor do repasse do Estado para a obra, que está em execução por meio de um convênio entra a CPH e a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
A declaração de contrapartida com aumento dos recursos da parte do Estado havia sido anunciada nos primeiros dias deste ano, com publicação na edição de número 36.086, de 3 de janeiro passado, cravando a contrapartida estadual em exatos R$ 5.193.283,70. Com a iniciativa tornada sem efeito semana passada, a obra fica na dependência do acordado originalmente no Convênio de nº 911133, de 2021, mas que a execução só iniciou em 2023, após o anúncio da COP30 em Belém.
O motivo do cancelamento da injeção de mais recursos estaduais na obra vem do fato de que os cofres estaduais simplesmente estão sem recursos. E nesse ponto o governador Helder Barbalho aparece em outra “saia-justa” na mesma semana, ao dar como certa ao presidente Lula as tais hospedagens em navios, mas desviando a atenção para a adaptação no chamado Porto da Sotave, na Ilha de Outeiro.
Sob pressão internacional, Lula viajou para Belém em uma agenda de dois dias que incluiu visitas de vistoria às obras para o evento da ONU. A interlocutores próximos, o presidente da República admitiu que a visita foi de fato uma fiscalização. “Eu vim fiscalizar pessoalmente a situação das obras. O evento é da ONU, mas, na condição de chefe de Estado, eu precisava tomar uma decisão. Tenho certeza que o companheiro Helder não se chatearia se eu dissesse que não há condições para o evento em Belém, mas o que vi é que juntos nós vamos conseguir realizar a COP no Pará, na Amazônia”, afirmou Lula.
Embora no discurso público Lula tenha minimizado os problemas de hospedagem dizendo que na pior das hipóteses os visitantes precisam saber como é uma “picada de carapanã”, ele se deu por satisfeito com o andamento da obra que, ao final de todas as contas, não pode faltar, que é a do maior centro de convenções para os principais eventos da COP30, no Parque da Cidade, obra que já está 75% concluída e deverá estar pronta em novembro.
Ainda assim, ao prestar contas de tudo, o governador Helder Barbalho se comprometeu mais uma vez com os navios-hospedagem no Porto de Outeiro e na orla de Belém, mas não tocou na situação do terminal de Icoaraci, este, cada vez mais longe de ficar pronto pelas paralisações na obra e ainda na iminência de virar caso de Justiça.
É que após o abandono da obra pela primeira empresa licitada, a segunda empresa remanescente da licitação está tendo muitos problemas com as prestadoras menores de serviços e outros fornecedores da CPH, que estão se unindo para tomar providências judiciais junto à administração do órgão por causa das muitas faturas em atraso.
Mas a situação da CPH não é crítica apenas em relação aos pagamentos da obra no terminal de Icoaraci. O dia a dia da gestão de Josenir como presidente da Companhia tem sido de cobranças de toda ordem pelos atrasos nos pagamentos de serviços de vigilância, limpeza e conservação, aluguel de veículos e até mesmo do aluguel da própria sede da CPH.
Para completar, os credores não conseguem encontrar o presidente da CPH, que além de não dar as caras não delega a ninguém a obrigação de dar satisfações a quem tem contas a receber, razão pela qual as obras do terminal também estão suspensas (vídeo abaixo). “Tem fornecedor e prestador de serviços que não recebe desde o primeiro semestre de 2024. Somado a este cenário complicado, muitos foram surpreendidos com o fato de a gestão não efetuar o recolhimento de impostos federais, estaduais e municipais, mesmo efetuando a retenção desses valores”, relata um deles à Coluna Olavo Dutra.
Quem se sente prejudicado garante que a falta de controle não para por aí. “Corre à boca pequena que há tempos que o guarda-volumes dos passageiros do Terminal Hidroviário de Belém não vê uma prestação de contas, e ninguém sabe informar para onde vão os valores arrecadados, já que o terminal funciona de domingo a domingo”, diz a fonte.

·Paira em Brasília uma mágoa geral em direção ao Pará, vinda dos parlamentares federais do Estado. Quase que a uma só voz, eles dizem que é muito mais fácil falar com o governador Helder Barbalho do que com Ivete Vaz (foto), secretária de Saúde do Estado.
·É que a secretária se comporta como se a cadeira que ocupa fosse propriedade particular. Não será novidade se a qualquer momento o nome da secretária for citado, em tom de protesto, em uma das tribunas do Congresso Nacional.
·A população de Bragança não é do tipo que “joga para baixo”, mas parece consenso: depois do inverno, a orla da cidade e da Praia de Ajuruteua deverão mostrar os efeitos do aguaceiro.
·Uma onda assustadora de violência tem tirado o sossego da população de Bragança nos últimos 15 dias. Somente nas últimas 12 horas, duas mortes violentas foram registradas na cidade, além de assaltos.
·O que chama atenção é a ausência tanto do prefeito Mário Júnior (foto) quanto da vice-prefeita: para onde um vai, o outro vai atrás e a cidade fica sem comando.
·Os números do Datafolha mostrando uma aprovação de 24% ao governo Lula, o pior desempenho dos três mandatos, fez o presidente renovar o repertório de palavrões no seio íntimo do Planalto.
·O governo abriu consulta pública sobre o plano para resíduos orgânicos urbanos. As sugestões podem ser encaminhadas até 31 de março, por meio da internet.
·A Anatel apura o envio de alerta de terremotos por sistema do Google a usuários do sistema Android.
·Aliás, a plataforma pediu desculpas pelo "alarme falso" enquanto investiga a origem da "mancada".
·O SUS já dispõe de nova vacina destinada à prevenção contra vírus respiratório em grávidas.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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