"Vamos respeitar o artista e a cultura brasileira. Vamos respeitar o público”, bradou a cantora paraense no placo
São Paulo, SP - A cantora Gaby Amarantos criticou a organização e a estrutura de seu show na Virada Cultural de São Paulo, na madrugada deste domingo, 24. Procurada, a Prefeitura ainda não se manifestou sobre as declarações da artista paraense
Ela começou a cantar por volta das 2h no palco São João, na avenida de mesmo nome, na região central, e interrompeu a apresentação para desabafar com o público, citando quedas de energia elétrica e a suposta falta de um gerador de emergência.
"A gente vê muitas prefeituras do Brasil inteiro fazendo shows enormes com os nossos artistas, fazendo shows internacionais... Aí pro artista internacional coloca a melhor estrutura e para a gente não coloca uma estrutura competente?", questionou durante a apresentação.
Em seguida, Gaby Amarantos prosseguiu: "Vamos respeitar o artista e a cultura brasileira. Vamos respeitar o público. A gente está aqui para entregar o melhor show, porque vocês merecem o melhor show. Fazer turnê no Brasil não é fácil. E a gente, ainda bem, graças a Deus, tem o apoio de vocês. Estamos aqui para entregar o melhor que a gente puder."
A cantora sugeriu problemas técnicos: "Vamos entender o que está acontecendo aqui com o som... Está dando problema de queda de energia, por isso que o show está parando. A gente tinha que ter um gerador, né, gente? Para fazer um show bacana para vocês."
O Estadão buscou contato com a assessoria da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do município de São Paulo, e também com a própria Prefeitura, mas não obteve um posicionamento oficial até a publicação desta reportagem.
Apesar das reclamações, Gaby Amarantos gostou de seu show na Virada Cultural. Na tarde deste domingo, 24, ela fez uma publicação em seu Instagram falando sobre a apresentação.
"Nem a chuva foi capaz de apagar o fogo de São Paulo no nosso show com 20 mil pessoas vivendo o ritmo do Rock Doido! Bora pro próximo?", escreveu.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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