Para consultor “oculto” do Palácio do Planalto, troca de vice na chapa de Lula “pode custar a eleição”; declaração redefine papel do MDB na sucessão nacional.
roteiro paraense parecia fechado. Surfando índices de aprovação robustos e capitalizando os investimentos federais associados à COP30, o governador Helder Barbalho caminha naturalmente para disputar uma vaga ao Senado e pavimentar a sucessão no Palácio dos Despachos.

Esse é o script conhecido por dez entre dez analistas paraenses. Mas há um roteiro paralelo que circula nos corredores de Brasília - e no termômetro político do Ver-o-Peso: o nome de Helder como alternativa para compor a chapa de reeleição de Lula. A hipótese nunca foi oficial, mas também nunca deixou de existir.
O debate ganhou temperatura após movimentações internas no PT sobre a manutenção ou não do vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa presidencial. Uma ala avalia que Alckmin já cumpriu seu papel em 2022 e que a entrada formal do MDB ampliaria tempo de televisão e consolidaria alianças regionais. Nesse cenário, dois nomes aparecem com frequência: Renan Filho e Helder Barbalho.
A equação é pragmática: o MDB segue como maior partido em número de prefeituras e capilaridade municipal. Integrá-lo na vice poderia neutralizar dissidências e evitar aventuras eleitorais - mas engana-se quem pensa que política é matemática pura.
Durante reunião da Executiva Nacional do PT, em São Paulo, o ex-ministro José Dirceu foi direto: retirar Alckmin da chapa pode custar a eleição. Dirceu não ocupa cargo formal no governo, mas ainda é ouvido no partido. Sua posição converge com setores que enxergam em Alckmin peça estratégica para manter competitividade no maior colégio eleitoral do País. A divergência interna é real - e grande.
Helder construiu trajetória em Brasília. Já ocupou cargos relevantes em governos do PT e mantém interlocução fluida com o Planalto. Seu protagonismo na agenda internacional - especialmente com a COP30 - ampliou visibilidade. Ocorre que uma eventual indicação para vice dependeria de dois fatores centrais: descarte de Alckmin - movimento que enfrenta resistência interna; e a unificação do MDB em torno da chapa nacional, algo que ainda está longe de ser automático. Além disso, a política alagoana também entra na equação.
Em Alagoas, lideranças do MDB trabalham para que Renan Filho dispute o governo estadual, o que reduz sua disponibilidade nacional.

•O senador Flávio Bolsonaro (foto) quer Paulo Guedes e Roberto Campos Neto em sua equipe econômica.
•O que se diz, porém, é que os economistas teriam recusado o convite inicial do pré-candidato à Presidência.
•Analistas garantem que o setor financeiro nacional condiciona o apoio à profissionalização da campanha e à resolução de conflitos internos entre os membros da família Bolsonaro.
•A Câmara aprovou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, assinado no último 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai, que amplia as bases da maior zona de livre comércio do mundo.
•Vai pegar fogo: a CPMI do Master aprovou a quebra de sigilo da empresa em que o ministro Toffoli é sócio.
•Como a comissão parlamentar também convidou o próprio Toffoli e seu colega Alexandre de Moraes a prestarem "esclarecimentos" sobre suas relações com Daniel Vorcaro, a bolsa de apostas aqueceu: suas excelências irão ou não?
•O comparecimento dos magistrados, é bom que se diga, não é obrigatório, mas a ida do ex-banqueiro, sim, num clima de elevada incerteza se Vorcaro delata para livrar a própria pele.
•José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do STF, foram convocados e não podem deixar de comparecer na CPMI.
•Sobre a safadeza dos descontos dos velhinhos INSS, o deputado Ubiratan Sanderson pediu à Procuradoria-Geral da República a prisão preventiva de Lulinha, com base na informação de que ex-dirigentes da autarquia "entregaram" o filho de Lula em delação premiada à Polícia Federal.
•Nas próximas horas, aliás, a CPMI deve votar a quebra do sigilo de Lulinha e de um ex-sócio de Vorcaro.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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