Agentes afirmam que a vítima reagiu à abordagem policial, versão que é contestada pela família
Belém, PA - Um jovem de 24 anos foi morto na manhã desta quarta-feira, 8, durante uma operação da Polícia Federal, PF, no bairro do Jurunas, em Belém. Marcello Victor Carvalho de Araújo era filho de Ana Suellen Carvalho, escrivã da Polícia Civil do Pará. De acordo com os agentes, a vítima teria "reagido à abordagem policial", versão que é contestada pela família. Marcello trabalhava como auxiliar administrativo na Polícia Civil.
De acordo com a PF, o corpo da vítima será periciado por profissionais legistas da Polícia Federal de Brasília-DF com o auxílio de peritos locais. Somente depois desse procedimento o corpo será liberado para sepultamento. Os agentes envolvidos no caso foram afastados das funções e até que os laudos sejam concluídos.
Em depoimento à Polícia Civil, Ana Carolina Carvalho, tia do jovem que morreu, acredita que os agentes tenham se confundido no ato da abordagem, já que um dos principais alvos da operação era Marcelo Pantoja Rabelo, o "Marcelo da Sucata”, que também estava no apartamento e foi preso. Ao arrombaram a porta do apartamento, os agentes teriam confundido os 'Mactelos'. O homem preso era namorada da mãe da vítima.
Operação
A Operação Eclesiastes tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de capitais. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicaram movimentações superiores a R$ 1 bilhão em um complexo esquema de ocultação de valores.
As investigações revelaram que o grupo utilizava embarcações pesqueiras para o transporte de drogas e contava com uma rede de colaboradores em vários estados do país. Um empresário paraense, já falecido, era apontado como principal responsável pela logística e pela movimentação financeira ilícita, que era realizada por meio de empresas de fachada e “laranjas”.
Foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão, além do sequestro judicial de bens e valores que podem alcançar R$ 1,5 bilhão, conforme decisão da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. As diligências ocorreram em Belém, Ananindeua e municípios da região metropolitana, com o apoio de expressivo efetivo policial.
O grupo também é investigado por financiar garimpos ilegais e pela entrada irregular de ouro no país, demonstrando a interligação entre os crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e mineração ilícita. Na operação, foram apreendidos documentos, celulares, veículos de luxo e valores em espécie, além do bloqueio judicial de contas bancárias e imóveis residenciais.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
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