Eleição movimenta R$ 12,2 bilhões e reúne mais de 20 mil candidaturas no País Justiça eleitoral cria labirinto de decisões e confunde eleitor do Pará na boca da urna Judiciário muda as regras, Globo cancela debate e novela volta ao ar; quem ama cuida
Contra e lei

Justiça suspende seis perfis de rede social ligados ao movimento 'red pill'

Páginas disseminam conteúdos misóginos e de incentivo à violência contra as mulheres

  • 48 Visualizações
  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 03/10/26 08:00
Justiça suspende seis perfis de rede social ligados ao movimento 'red pill'

São Paulo, SP - A Justiça de São Paulo determinou na quinta-feira, 1º, a suspensão provisória de seis perfis no Instagram apontados em uma ação civil pública como responsáveis pela divulgação de conteúdos ligados ao movimento "red pill". A decisão também ordenou a preservação de dados cadastrais e registros técnicos que permitam identificar os responsáveis pelas contas. O Estadão busca contato com a Meta, responsável pelo Instagram.


A decisão é da juíza Maria Cristina de Almeida Bacarim, da 40ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Os perfis atingidos são @homem_sagaz_oficial, @redflags.ofc, @mundo_redpill, @redpill.do favelado, @redpilldasbraba e @sacerdote_escarlate.


A ação foi apresentada pela Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo contra a Meta. As parlamentares pediram à Justiça a identificação dos responsáveis por perfis associados ao movimento "red pill" e a retirada das páginas do ar, sob o argumento de que elas disseminam conteúdos misóginos e de incentivo à violência contra as mulheres.


Para a juíza, as publicações analisadas ultrapassam os limites protegidos pela liberdade de expressão ao atingir direitos como dignidade, igualdade, integridade física e psicológica e segurança das mulheres.


"Assim, considerando que a manutenção do material na plataforma renova seus efeitos e perpetua a difusão do conteúdo, pretende-se a indisponibilização das publicações individualizadas, assim como a suspensão dos perfis cuja atuação reiterada se encontra documentada", afirmou a juíza na decisão.


Ao analisar o pedido de urgência, a juíza considerou haver risco de que a manutenção do conteúdo nas plataformas prolongasse seus efeitos e dificultasse a responsabilização dos responsáveis. A decisão também aponta a possibilidade de perda de provas caso os dados não sejam preservados.


A Justiça deu prazo de dez dias para que a empresa responsável pela plataforma forneça os dados cadastrais e registros técnicos necessários à identificação dos administradores dos perfis. A suspensão provisória das seis contas deverá ser realizada em até 15 dias, e as informações deverão ser preservadas antes da entrega para evitar a perda de dados.


Foto: Divulgação

Mais matérias Cidades

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.