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ELEIÇÕES 2026

Nova campanha troca palanques para atuar em ambiente digital e confunde eleitorado

Antes mesmo da abertura oficial da campanha, disputa silenciosa ocupa redes sociais e antecipam embates que ainda não deveriam ocorrer.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 10/07/26 12:00
Nova campanha troca palanques para atuar em ambiente digital e confunde eleitorado
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uem imagina que a corrida eleitoral de 2026 ainda não começou provavelmente está olhando para o lugar errado. Os palanques ainda não foram montados. Os jingles não estão tocando. Os candidatos, oficialmente, continuam exercendo seus mandatos ou desempenhando suas atividades habituais. Mas a disputa já está em andamento - e ocorre em um território muito diferente daquele conhecido pelas gerações anteriores de políticos. Nesse ambiente, às vezes, o eleitor nem sempre identifica verdades. A nova arena eleitoral cabe na palma da mão.

 

Batalha na política contemporânea é travada nas redes sociais, grupos de WhatsApp e canais de mensagens/Fotos: Ilustração.

Redes sociais, grupos de WhatsApp, canais de mensagens, transmissões ao vivo e plataformas de vídeos transformaram-se nos principais campos de batalha da política contemporânea. É ali que reputações são construídas, adversários são atacados, versões são disseminadas e narrativas são consolidadas muito antes do período oficial de campanha.

A velocidade é inédita. Uma informação pode percorrer milhares de celulares em poucos minutos. Uma acusação, verdadeira ou falsa, pode alcançar mais pessoas em uma manhã do que muitos programas eleitorais alcançavam durante semanas inteiras.

Operadores políticos

Nesse ambiente, surgiu uma nova categoria de operadores políticos. Não são cabos eleitorais tradicionais. Tampouco se enquadram no perfil clássico dos marqueteiros. São especialistas em engajamento, segmentação de públicos, impulsionamento de conteúdo e monitoramento de tendências digitais.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com estruturas organizadas de disseminação de conteúdo político. Em diferentes regiões do País, investigações já analisaram redes de perfis coordenados, campanhas de desinformação e mecanismos de amplificação artificial de mensagens. O fenômeno ganhou o apelido popular de “milícias digitais”, expressão que passou a designar grupos dedicados a influenciar o debate público por meio de ações coordenadas.

O avanço da inteligência artificial adicionou uma camada ainda mais complexa ao cenário. Ferramentas capazes de produzir imagens, vozes e vídeos extremamente realistas ampliaram os desafios para a verificação da informação. O eleitor passou a conviver com uma dúvida permanente: aquilo que vê é real ou fabricado?

Chuva de narrativas

No Pará, onde a disputa de 2026 promete mobilizar forças políticas tradicionais e novos grupos em ascensão, a movimentação digital já é perceptível. Perfis surgem repentinamente. Narrativas são testadas. Temas específicos aparecem simultaneamente em diferentes plataformas. Nada disso acontece por acaso.

A campanha formal ainda está distante. A campanha real, porém, já começou há bastante tempo. E quem compreender primeiro as regras desse novo jogo chegará à largada com quilômetros de vantagem.

Papo Reto

O PL aposta no radialista Jefferson Lima (foto) para alavancar uma forte bancada de deputados estaduais no Pará. Em 2014, Jefferson obteve 741.427 votos para o Senado e vem aparecendo entre os primeiros em cinco das intenções de voto levantadas por institutos de pesquisa.

•A Justiça americana brecou o arquivamento da ação contra Alexandre de Moraes no caso Rumble, como pediu a Advocacia-Geral da União.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Associação Brasileira Das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores pediram ao Ministério de Minas e Energia novos testes sobre os impactos do aumento para 32% de etanol na gasolina antes da implementação da medida.

•Por conta disso, foi adiada sine die a reunião do Conselho Nacional de Política Energética que seria ontem, quinta, para deliberar sobre a medida.

A Vereadora Deza Guerreiro, de Novo Hamburgo, denunciou ter recebido caixa com o corpo de um cachorro em seu gabinete e classificou o episódio como um ato de "terrorismo". 

•A ex-BBB Ana Paula Renault criticou declarações de Paulo Figueiredo sobre o voto de mulheres solteiras e afirmou que esse tipo de discurso revela "medo do poder das mulheres" e da autonomia feminina. 

O Movimento Agenda 227 lançou, em audiência pública na CDH do Senado, documento com 28 propostas para orientar políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes no governo federal entre 2027 e 2030. 

•A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou projeto que obriga partidos políticos e fundações partidárias a adotarem mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro. 


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.