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Ofir Loyola anuncia PET-Scan, novos leitos e ampliação de serviços no SUS

Hospital estadual avança em exames de alta complexidade e estrutura física em meio à pressão permanente da saúde pública no Pará.

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 06/02/26 08:00
Ofir Loyola anuncia PET-Scan, novos leitos e ampliação de serviços no SUS
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ano começou com sinais positivos para pacientes atendidos pelo Hospital Ofir Loyola, principal referência em oncologia no Pará. Em um cenário ainda marcado por dificuldades estruturais na saúde pública de Belém e do Estado, a unidade anunciou um conjunto de medidas que busca enfrentar gargalos históricos e ampliar a capacidade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde.

 

Equipamento armazenado durante oito anos deverá entrar em funcionamento neste semestre com recursos do Ministério da Saúde/Fotos: Divulgação.

Depois de inaugurar a chamada ala vermelha da Unidade de Atendimento Intensivo - que não passava por reforma física e de mobiliário havia mais de dez anos -, o hospital registrou a expansão de mais de 60% nos atendimentos ambulatoriais e a triplicação da capacidade da radioterapia, que hoje chega a cerca de 250 atendimentos diários. Para 2026, a direção projeta novos avanços.

Sonho vira realidade

Uma das principais metas é a ativação do PET-CT, ou PET-Scan, equipamento de alta complexidade que combina medicina nuclear e tomografia computadorizada. O exame permite mapear o funcionamento metabólico dos tecidos, detectar tumores, identificar metástases e avaliar a eficácia dos tratamentos oncológicos.

Adquirido há anos, o equipamento permaneceu oito anos armazenado e agora deverá entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre, com recursos já garantidos pelo Ministério da Saúde. Além da oncologia, o PET-Scan também será utilizado no diagnóstico de doenças cardíacas e neurológicas, ampliando o alcance do serviço prestado pelo hospital.

Gargalo histórico

Outro ponto sensível enfrentado pelo hospital é a escassez de leitos de pronto atendimento, problema antigo que impacta diretamente o fluxo de pacientes. A direção confirmou o início das obras para a criação de 49 novos leitos, medida considerada estratégica para aliviar a sobrecarga da unidade.

Também está prevista para o primeiro semestre a revitalização e ampliação do setor de quimioterapia, com recursos já assegurados pelo governo do Estado. A iniciativa deve melhorar a estrutura física, ampliar a capacidade instalada e qualificar o atendimento aos pacientes oncológicos atendidos exclusivamente pelo SUS.

“Mais do que nunca, nosso time trabalha de forma integrada e ininterrupta para garantir o que existe de melhor na medicina e consolidar nossa condição de referência nacional”, afirmou o diretor-geral do hospital, Heraldo Pedreira.

Em meio à pressão

Os anúncios representam um avanço concreto em uma área onde atrasos custam tempo - e vidas. Ainda assim, ocorrem em um contexto de pressão contínua sobre a rede pública de saúde, com aumento da demanda, limitações orçamentárias e desafios estruturais que extrapolam o hospital.

O sistema, como um todo, ainda busca fôlego. Entre melhorias pontuais e desafios persistentes, a expectativa é que os investimentos anunciados deixem de ser promessa e se convertam em atendimento efetivo para quem mais precisa.

Papo Reto

•Alguma coisa está fora de ordem: dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam aumento de 6,02% na letalidade policial no Pará. Foram 598 mortes em 2024 e 634 em 2025, com 36 mortes a mais.

Na prática, isso significa que duas pessoas foram mortas por dia em confronto com a polícia no Estado.

•Com 634 mortes registradas por intervenção policial, o Pará ficou na quarta posição em números absolutos, atrás da Bahia (1.569 mortes), São Paulo (835) e Rio de Janeiro (798). 

A Comissão de Assuntos Econômicos instalou ontem uma subcomissão para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O senador Renan Calheiros (foto) anunciou que vai ouvir o Banco Central e enviar perguntas a Lula sobre encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro. 

•Para o senador Alessandro Vieira, as fraudes protagonizadas pelo Master devem ser apuradas pelo Congresso o mais rápido possível e em todos os colegiados interessados.

O parlamentar afirma que ainda não há consenso entre os interessados sobre quem irá coordenar a investigação. 

•Aliás, o senador defende que o Caso Master já está dentro do escopo da CPI do Crime Organizado, no tópico sobre lavagem de dinheiro. 

Para ele, falta "vontade política e investimento" na condução da área de segurança pública pelo governo Lula, o que não será resolvido com a PEC da Segurança. 

•O Congresso aprovou mudanças que reestruturam carreiras e ampliam gratificações para servidores do Legislativo. Na Câmara, o bônus pode chegar a 100% do salário. No Senado, o texto prevê reajuste escalonado e licença indenizável.


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.