Na quarta, 19, o Palmeiras pega o Al-Ahly, em duelo marcado novamente no Metlife Stadium.
East Rutherford, EUA - O Palmeiras não só competiu contra um europeu, o Porto, como foi superior ao rival. No entanto, na estreia do Mundial de Clubes, perdeu gols que não poderia pra quem tem a ambição de ir longe no inédito torneio organizado pela Fifa e empatou sem gols neste domingo, no Metlife Stadium, que recebeu 46 mil torcedores, a maioria deles palmeirenses.
O Palmeiras continua sua trajetória no Mundial contra o Al-Ahly, em duelo marcado para quinta-feira, 19, às 13h (de Brasília), de novo no Metlife Stadium. No mesmo dia, o Porto encara o Inter Miami em Atlanta.
Escolhas melhores e tranquilidade no momento de definir os lances poderiam ter assegurado a vitória ao Palmeiras em seu início no Mundial. O time de Abel Ferreira foi superior ao oponente português, especialmente no segundo tempo, mas perdeu as suas melhores chances, atrapalhado por Cláudio Ramos, goleiro reserva que substituiu o lesionado Diogo Costa.
Foi bom o primeiro tempo de Palmeiras x Porto, sobretudo os primeiros e últimos minutos, apesar de, ao mesmo tempo, ter sido faltosa a partida. Ambos jogaram e deixaram jogar e quem foi ao estádio - os palmeirenses eram clara maioria, atrás de um dos gols - viu um espetáculo interessante.
Armado num 3-5-2, o time de Abel Ferreira não esperou os portugueses. A postura foi agressiva, de modo que pressionou a saída de bola do rival e conseguiu boas alternativas dessa maneira.
O problema é que o pé não estava na forma, principalmente o de Estêvão, que deixou de marcar em duas oportunidades. Foram ao menos cinco boas oportunidades perdidas do time paulista na etapa inicial.
Os melhores lances começaram pelos pés de Piquerez, Maurício e Felipe Anderson. O Porto respondeu com o centroavante espanhol Samu e o jovem habilidoso Rodrigo Mora, português de 18 anos. Ambos deram trabalho para Giay, que viveu uma jornada ruim pelo lado direito.
Talvez o mais talentosos entre todos em campo, Estêvão tomou uma série de decisões erradas e atrapalhou Richard Ríos no primeiro de uma sequência de três chances que o Palmeiras empilhou no fim do primeiro tempo.
Tivesse mais calma, a equipe teria marcado em alguns dos três lances, dois deles, de Estêvão e Maurício, defendidos pelo goleiro Cláudio Ramos, e o outro salvo em cima da linha pela zaga após chute de Ríos. Piquerez ainda cobrou falta que passou perto da trave.
A produção ofensiva das equipes caiu no início do segundo tempo, em parte por culpa do juiz. O hondurenho Said Martinez não deixou a partida fluir ao apitar faltas em uma série de lances em que nada havia acontecido.
Irritado à beira do gramado e amarelado pelo árbitro, Abel viu ser necessário fazer o time aumentar o repertório. A alternativa foi usar o banco.
Paulinho, Raphael Veiga, Allan e Flaco López foram acionados. Juntos, deram mais ritmo à equipe, que apertou e deixou o Porto nas cordas nos dez minutos finais. Allan parou em Cláudio Ramos, Flaco quase fez de cabeça e Murilo cabeceou no pé da trave. Taticamente, fisicamente e tecnicamente o Palmeiras foi melhor. Insistiram muito os palmeirenses, mas a rede não balançou no Metlife.
Foto: Reprodução/Instagram
Estadão conteúdo
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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