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Parlamentares do PL no Pará criticam prisão domiciliar de Bolsonaro e acusam STF de perseguição política

Deputado federal Éder Mauro afirmou que a decisão do STF extrapola os limites legais

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  • 05/08/25 09:00
Parlamentares do PL no Pará criticam prisão domiciliar de Bolsonaro e acusam STF de perseguição política

A bancada paraense do Partido Liberal (PL) reagiu com veemência à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para os parlamentares Éder Mauro (federal), Rogério Barra (estadual) e Ágatha Barra (vereadora de Belém), a medida tem cunho político e representa uma tentativa de silenciar apoiadores do ex-mandatário.

O deputado federal Éder Mauro afirmou que a decisão do STF extrapola os limites legais e configura abuso de autoridade. “Isso não é justiça, é autoritarismo. Alexandre de Moraes precisa ser responsabilizado por seus atos contra a democracia”, declarou em vídeo nas redes sociais. Para o parlamentar, trata-se de uma ofensiva para intimidar quem defende valores conservadores. “Querem calar milhões de brasileiros. Mas não vamos nos curvar”, disse.

Rogério Barra, deputado estadual, classificou a prisão como uma “manobra para desviar a atenção” do que chamou de escândalos no Judiciário. Segundo ele, a medida busca abafar denúncias graves que surgiram na segunda fase da chamada “Vaza Toga”. “É uma reação desesperada para proteger o sistema. O povo não se engana mais”, afirmou.

A vereadora Ágatha Barra, que preside o PL Mulher em Belém, também criticou duramente a decisão, afirmando que ela não tem legitimidade popular. “Trata-se de uma ação política travestida de decisão judicial. O Brasil não vai se calar diante dessa arbitrariedade”, escreveu em suas redes sociais.

Foto: Câmara dos deputados


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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.