A executiva falou com a imprensa durante o evento
São Paulo, 09 - A presidente da Petrobras, Magda Chambriard,
acredita que a companhia está "perto de um consenso" para a licença
da exploração da Foz do Amazonas. "Nossa perspectiva é de que dia 12 seja
decisivo para se estabelecer as condições e a data para a Autorização
Pré-Operacional (APO). Já conversei pessoalmente com o presidente do Ibama, que
está ciente de tudo que estamos apresentando, de todos os condicionamentos
operacionais", afirmou.
"Estamos ofertando o maior e melhor plano de emergência individual que já
se viu na indústria do petróleo em águas profundas no mundo", completou,
reiterando que a APO ainda não tem data.
Conforme o Estadão/Broadcast já mostrou, a demora na marcação da APO pelo Ibama
para a Petrobras explorar o poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do
Amazonas, Margem Equatorial brasileira, tem provocado insatisfação na estatal.
A companhia desembolsa mais de R$ 4 milhões por dia para manter a sonda ODN II
pronta para operar.
A executiva falou com a imprensa durante o evento "Energia Delas:
Empoderamento Feminino nas Instituições", organizado pela Petrobras para
discutir a equidade de gênero em instituições públicas e privadas e promover a
troca de experiências sobre o papel das mulheres em posições de liderança.
Descoberta da BP
Questionada se existe a possibilidade de algum acordo com a British Petroleum
(BP) em relação ao campo Bumerangue, no pré-sal da Bacia de Santos, a
presidente da Petrobras ressaltou que qualquer decisão vai depender "do
que a área vai representar de fato".
A British anunciou no início da semana que perfurou o poço exploratório
1-BP-13-SPS no bloco Bumerangue, na Bacia de Santos, a 404 quilômetros do Rio
de Janeiro. O poço tem reservatório cerca de 500 metros abaixo do topo da
estrutura e penetrou em uma coluna de hidrocarbonetos bruta estimada em 500
metros em um reservatório de carbonato de pré-sal de alta qualidade com uma
extensão areal de mais de 300 quilômetros quadrados.
A companhia iniciará a análise laboratorial para caracterizar melhor o
reservatório e os fluidos descobertos, o que fornecerá informações adicionais
sobre o potencial do bloco Bumerangue. As análises já feitas indicam níveis
elevados de dióxido de carbono
"Estamos satisfeitos com os ativos que já temos. Agora, se houver
possibilidade real e boa, no range de atratividade que o que o Brasil deseja,
as portas não estão fechadas para esse projeto e para nenhum", finalizou
Magda.
Fonte: Estadão conteúdo
Foto: Reprodução/ Petrobras
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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