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Operação Sonar

PF e CGU investigam desvio de recursos públicos federais no Pará

Ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão; um investigado foi preso com R$ 1,2 milhão em espécie sem comprovação do dinheiro

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  • Da Redação
  • 15/09/26 10:00
PF e CGU investigam desvio de recursos públicos federais no Pará

Belém, PA - A Polícia Federal deflagrou, com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), nesta terça-feira (15/9), a Operação Sonar. O objetivo é apurar a atuação de organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, à exigência de vantagem indevida de fornecedores, ao direcionamento de contratações e à lavagem de capitais no âmbito de empresa pública federal sediada em Belém.


São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará, em endereços residenciais, empresariais e institucionais.


Um investigado foi preso em flagrante pelo crime de lavagem de capitais, na modalidade de ocultação de valores, após ser encontrado em posse de mais de R$ 1,2 milhão em espécie, sem comprovação de origem lícita da quantia.


Foram também apreendidas joias e veículos de luxo, bem como documentos, dispositivos informáticos e mídias de armazenamento, que serão submetidos à perícia. Os valores e os bens apreendidos permanecem à disposição da Justiça Federal.


Além das apreensões, foi feito o afastamento de 12 servidores do exercício de suas funções públicas, com proibição de acesso às dependências e aos sistemas da empresa e de contato entre os investigados e com fornecedores; bloqueio patrimonial de R$ 17 milhões, voltado à recuperação de ativos e à garantia da reparação do dano ao erário; afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados; e suspensão de contratos e de cessões de uso vinculados às empresas sob suspeita.


Há indícios de retenção de faturas de serviços comprovadamente prestados com exigência do pagamento de comissão em espécie para a liberação dos valores devidos, além do direcionamento de contratações, mediante situações emergenciais artificialmente criadas, em favor de empresas previamente ajustadas, bem como de ocultação e de dissimulação do produto dos crimes mediante sociedades sem estrutura operacional e interpostas pessoas.


São apurados, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, crimes em licitações e contratos administrativos, falsidade ideológica e lavagem de capitais.


Foto: Divulgação/PF

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.