Drogas estavam em embarcação que fazia o trajeto entre Manaus e Belém e apreensão aconteceu próximo a Óbidos, no oeste do Pará
Belém, PA - A Base Integrada Fluvial Candiru, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), apreendeu 34,3 quilos de drogas durante fiscalização realizada no domingo (11), em Óbidos, no oeste do Pará. Com o auxílio do cão farejador Izu, as equipes localizaram 30 tabletes de entorpecentes escondidos no interior de três aparelhos de ar-condicionado portáteis, transportados em uma embarcação que fazia o trajeto entre Manaus e Belém.
Do total apreendido, 27,6 quilos eram de substância análoga a skunk e 6,7 quilos de material semelhante à cocaína. A ação foi realizada por equipes do Grupamento Fluvial (GFLU), em conjunto com a Polícia Militar, por meio do CPR-I, do 2º Batalhão de Missões Especiais (2º BME) e da 1ª Companhia Independente de Polícia Ambiental (1ª CIPAmb), além do 35º Grupamento de Bombeiros Militar. O material foi encaminhado à Polícia Civil, em Óbidos, para os procedimentos legais.
A ocorrência se soma aos resultados alcançados pela Base Candiru ao longo de 2026. Até setembro, a unidade havia apreendido 1.169,6 quilos de drogas e efetuado 13 prisões. No mesmo período, foram apreendidos 16.571 quilos de pescado irregular, 215 litros de açaí processado e 143 animais silvestres.
Instalada às margens do rio Amazonas, no bairro Santa Terezinha, em Óbidos, a Base Integrada Fluvial Candiru foi entregue pela Segup em setembro de 2024, com investimento superior a R$ 10 milhões em estrutura física e reforço da frota, incluindo uma lancha blindada de 600 HP.
Em dois anos de funcionamento, a unidade contabiliza 3 toneladas de drogas apreendidas, 87 prisões e 46 toneladas de pescado irregular apreendidos. Os resultados refletem o trabalho integrado de órgãos de segurança e fiscalização no combate ao tráfico de drogas, aos crimes ambientais e a outras práticas ilícitas nas hidrovias do oeste paraense.
A atuação da Base Candiru integra a estratégia da Segup de ampliar a presença do Estado nos rios, fortalecer a fiscalização e dificultar a utilização das rotas fluviais para atividades criminosas.
Foto: Divulgação/Segup
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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