Com apenas um aeroporto, inclusive próximo ao centro da Conferência, a capital não deixa muitas alternativas para a ação do Comando de Operações Aeroespaciais da Aeronáutica.
or ocasião da reunião de cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, o espaço aéreo da cidade foi monitorado constantemente por dois aviões caças da Força Aérea Brasileira, abastecidos em pleno voo. O Aeroporto Santos Dumont, às proximidades do evento, teve o espaço aéreo fechado durante o último dia da reunião, e alguns voos foram transferidos para o Aeroporto de Jacarepaguá.

Diante dessas providências de segurança, lá, pergunta-se: como será o funcionamento do Aeroporto Internacional de Belém durante a COP30?
Começa que a capital paraense tem apenas um aeroporto, inclusive bem próximo do Parque da Cidade, onde as atividades da Conferência serão realizadas e a segurança estará muito reforçada. Mas, e o espaço aéreo da cidade, como ficará? A resposta deve vir das ações de segurança do Comando de Operações Aeroespaciais, responsável por coordenar a defesa do espaço aéreo brasileiro em grandes eventos.
Especialistas ouvidos pela Coluna Olavo Dutra avaliam que nada será diferente em Belém. O que preocupa é a falta de opções aeroportuárias, visto que somente o Val-de-Cans não dará conta da grande demanda. Véu de brigadeiro? Não.
Na outra ponta, a organização da Conferência garante que o Aeroporto de Belém passa por reformas e ampliações. A área de embarque será quase triplicada, passando de 1.593 m² para 4.303 m², e dois novos mezaninos serão construídos no saguão principal, ampliando o espaço para 3.380 m². O investimento total nas obras é de R$ 470 milhões, e a capacidade anual do aeroporto, após as obras, será de 13 milhões de passageiros.
As obras estão sendo agilizadas para serem entregues em agosto, para garantir a estrutura adequada e receber um fluxo diário de passageiros durante o evento, que será quase quatro vezes maior do que o usual. “Os investimentos vão garantir a melhor recepção aos participantes da COP e representam um legado que atravessará gerações”, destaca o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Atualmente, o Aeroporto de Belém é de responsabilidade da concessionária Norte da Amazônia Airports. As obras de requalificação devem elevar o aeroporto a níveis internacionais em atendimento, conforto e segurança. Além dos mezaninos, as obras preveem uma nova praça de alimentação e a modernização dos sistemas de climatização, iluminação e abastecimento elétrico com fontes 100% renováveis.
Um novo pátio aumentará o número de posições de estacionamento de aeronaves, visando especialmente os jatinhos de autoridades. Já as cabeceiras 20 e 24 contarão com o Papi - do inglês, Precision Approach Path Indicator -, sistema de luzes que auxilia pilotos na aproximação da aeronave da pista de pouso.
Haverá também a restauração dos pavimentos do pátio, de taxiways, ou pista de táxi, que é uma rota que permite que aeronaves se movam entre as pistas; terminais, hangares e outras áreas do aeroporto; sinalização horizontal e da pista de pouso e decolagem; e modernização e a automação do balizamento noturno.
Em nota no jornal “O Globo”, em maio passado, o colunista Lauro Jardim publicou que o Ministério de Portos e Aeroportos e a Polícia Federal estariam pressionando a administração do Val-de- Cans para definir, com urgência, as tecnologias necessárias para garantir segurança, fluidez e controle migratório para os estimados 50 mil visitantes da COP30. Mas não haveria "nada de respostas".
Segundo Jardim, o terminal de passageiros de Belém opera com capacidade de apenas 250 passageiros por hora na área de desembarque internacional, mas, garantem técnicos do setor, “essa estrutura é incompatível com o volume de pessoas projetado para novembro”.
A coordenação da COP30 afirma, porém, que os preparativos avançam em ritmo acelerado. Outra medida é a ampliação da malha aérea de Belém, “que já resultou em um aumento de 50% no número de voos programados para o período do evento, em comparação com novembro de 2024”.
O governo federal também realizou tratativas com o segmento aéreo para ajustar a malha aérea da capital paraense, visando atender à demanda gerada pela Conferência. Segundo o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, “a cooperação envolve uma série de ações integradas para garantir a eficiência e a segurança no transporte aéreo para o evento”.
Como resultado dessas articulações, a programação dos slots - autorizações para pousos e decolagens - foi antecipada, o que permitiu que as companhias aéreas se organizassem com antecedência e oferecessem voos extras para o período da Conferência.
A Anac informou que não será necessária a instalação de novos aeroportos executivos, mas que garantirá suporte ao aeroporto de Belém durante a realização da COP30. Será adotada a chamada "estratégia de parking", que consiste no uso de 27 aeródromos da região como apoio logístico. Esses locais servirão para o estacionamento prolongado, pernoite e abastecimento de aeronaves, evitando que o aeroporto fique sobrecarregado. “Com isso, será possível liberar pátios e pistas às operações prioritárias, assegurando mais eficiência no embarque e desembarque dos participantes, além de reduzir riscos de atrasos e garantir a segurança das manobras aéreas”, informa o site oficial da COP30.
É estimado que Belém tem capacidade de absorver 63% da logística da COP 30. Os outros 37% serão destruídos entre os municípios da Região Metropolitana, em uma integração entre os gestores desses municípios, que irão receber recursos diretos e oriundos do governo federal.
Prefeitos da Região Metropolitana ficaram de formalizar suas equipes técnicas e atualizar demandas orçamentárias para receber esses recursos. O impasse reside em que, até o momento, o único município que apresentou projeto de logística para a Conferência foi Ananindeua. Esses recursos vão ser liberados em caráter de urgência para ações de infraestrutura, saúde e saneamento, uma vez que, o segmento de mobilidade urbana será em conjunto com o Estado e o governo federal.

•O jornal “O Liberal” deve ter feito uma visita às praças de Belém e constatou o óbvio. Diz o título da primeira página, edição de hoje: “Insegurança: Igor Normando abandona praças de Belém”, com a emenda - melhor que o soneto: “Espaços estão à mercê do crime. Em frente à prefeitura, praça vira banheiro público e é cercada por cracolândia”.
•Aliás, o prefeito (foto) faz que não vê, mas, desde o ano passado, a Secretaria de Saúde não repassa os recursos do SUS para o Hospital Cynthia Charone, que se viu obrigado a interromper a entrega de colírios aos pacientes.
•Trata-se de medicação cara e, por óbvio, fora do alcance da maioria dos pacientes. Portador de glaucoma precisa desses medicamentos para controlar a pressão ocular.
•Só para lembrar: um pico de pressão provocado pela falta de tratamento causa cegueira irreversível.
•A inauguração da Usina da Paz, terça-feira, em Bragança, parecia mais um desfile reunindo cerca de 70 políticos, assessores e convidados, que chegaram à cidade em pequenos aviões, helicópteros, ônibus e carros oficiais.
•O Ministério Público do Estado faz sessão solene hoje para posse de dez novos promotores de Justiça substitutos de 1ª Entrância. O evento acontece no Auditório Nathanael Farias Leitão, em Belém.
•Os novos promotores foram aprovados no Concurso Público de Ingresso na Carreira, que contou com 6.779 candidatos inscritos.
• E deu-se o dia em que a alegada “inteligência artificial” que resolveu comprometer o jornalista Chagas Filho, de Marabá, junto aos seus superiores, não foi tão inteligente assim. Nem ele.
•Laudo pericial apontou que a voz no áudio é de Chagas Filho. Os detalhes infames da conversa com outro colega dele, que trabalha para o mesmo patrão, continuam repercutindo na região.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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