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Meio Ambiente e renda

Associações rurais ampliam produção e projetam novos mercados no Sudeste do Pará

Trabalho tem apoio e incentivo do Programa Paricá, realizado por meio de parceria entre Suzano e Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA)

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  • Da Redação
  • 29/04/26 14:00
Associações rurais ampliam produção e projetam novos mercados no Sudeste do Pará

Belém, PA - O fortalecimento da agricultura familiar no sudeste do Pará tem avançado   com iniciativas que ampliam a produção, aumentam a renda e criam oportunidades para organizações comunitárias avançarem em estrutura e mercado. Em municípios como Rondon do Pará e Dom Eliseu, associações rurais já colhem resultados concretos de investimentos que impulsionam a produtividade e melhoram a qualidade de vida de dezenas de famílias.


O Programa Paricá promove desenvolvimento territorial sustentável no Sudeste do Pará, com foco em inclusão produtiva, conservação ambiental e geração de renda. A iniciativa é resultado de uma parceria entre Suzano, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e a Aliança Bioversity & CIAT, e já gera resultados positivos para comunidades rurais ao fortalecer cadeias produtivas locais e oportunidades econômicas sustentáveis. Projetos apoiados pelo programa demonstram, na prática, como investimentos direcionados podem transformar a realidade de associações, cooperativas e famílias agricultoras.


Desde o início da iniciativa, o Programa Paricá já contribuiu para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, apoio a projetos locais e ações em mais de 107 mil hectares sob melhor gestão territorial. A PPA atua na coordenação territorial da iniciativa, promovendo articulação local, monitoramento das ações e apoio técnico às organizações beneficiadas.


Em uma área de assentamento na zona rural de Rondon do Pará, a Associação Deus Te Ama, que reúne cerca de 60 famílias foi beneficiada com a entrega de um kit de irrigação. A tecnologia permitiu ampliar significativamente a produtividade das frutas cultivadas em sistemas agroflorestais da comunidade, reduzindo a dependência de fatores climáticos e garantindo maior regularidade na produção ao longo do ano.


Com o aumento da produção, as famílias passaram a vislumbrar novas oportunidades de renda e crescimento. Um dos próximos passos é a estruturação da associação para se tornar uma cooperativa, o que deve possibilitar a comercialização em maior escala e o acesso a novos mercados. A mudança representa não apenas ganho econômico, mas também representa mais autonomia, organização produtiva e capacidade de negociação para os produtores locais.

     

“Com a chegada da irrigação mudou muito a nossa vida aqui porque hoje nós temos a banana e a laranja dando no inverno, então foi uma ferramenta muito boa, mudou muito a nossa vida. A gente está se preparando para essa nova caminhada, porque formar uma cooperativa não é fácil, a gente tem que buscar fora, não só dentro do município, buscar a venda dos nossos produtos e incentivar mais os(as) nossos(as) companheiros(as) para produzir bastante, para a cooperativa poder trabalhar mais”, afirma Leude Alves Bastos, integrante da associação.


Já no município de Dom Eliseu, a Associação dos Moradores da Marajoara tem fortalecido sua atuação na cadeia de valor da agricultura familiar por meio da produção de polpas de frutas. Responsável por abastecer a rede municipal de ensino com produtos destinados à merenda escolar, o grupo recebeu do projeto uma máquina despolpadeira, que ampliou de forma significativa sua capacidade produtiva.


Antes do apoio, a produção anual era de cerca de 2,5 mil quilos de polpa. Com o novo equipamento, a estimativa é alcançar até 7 mil quilos por ano, ampliando o fornecimento para as escolas e abrindo possibilidade para novos contratos e mercados. O ganho em escala também se traduz em aumento de renda para as famílias envolvidas e maior segurança econômica para a produção local.


“Para nós foi gratificante ter recebido a despolpadeira, no momento que a gente mais precisava porque, na época, a gente não estava podendo comprar. Ia chegar a época do açaí e a gente ainda não tinha a máquina para produção, então foi a mudança que a gente precisava para cumprirmos os nossos compromissos. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido isso”, explica Poliana Souto, presidente da associação.     


“Os resultados mostram que investimentos conectados às demandas do território podem gerar transformações concretas. Quando fortalecemos associações locais, ampliamos oportunidades de renda, autonomia produtiva e desenvolvimento sustentável para as comunidades.” afirma Tássia Ribeiro, gerente de projetos da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA).


Os exemplos evidenciam como o apoio técnico e os investimentos do Programa Paricá contribuem para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis na região, promovendo inclusão social e desenvolvimento local. Ao impulsionar associações e fomentar o cooperativismo, a iniciativa cria condições para que comunidades rurais avancem com mais estabilidade, dignidade e perspectivas de futuro.


“Iniciativas como essas mostram que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental e promoção do bem-estar social. Quando investimos de forma estruturada nos territórios onde atuamos, fortalecendo cooperativas, apoiando associações e gerando oportunidades para as famílias, criamos um ciclo virtuoso de crescimento sustentável. Os resultados alcançados reforçam que cuidar do meio ambiente e das pessoas não é apenas um compromisso, mas uma estratégia que gera valor compartilhado. Ao incentivar práticas produtivas responsáveis e ampliar a inclusão social, contribuímos para territórios cada vez mais resilientes, com mais geração de renda para as comunidades, mais qualidade de vida e melhores perspectivas para as próximas gerações. É assim que a Suzano planta o futuro e promove o desenvolvimento nas regiões onde atua”, garante Paulo Guilherme, Coordenador de Sustentabilidade.


Sobre a Suzano


A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável.


Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis.


Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br  


Sobre o Programa Paricá


Paricá - Territórios em Ação é um programa de impacto socioambiental que impulsiona o desenvolvimento sustentável na região Sudeste do Pará, nos municípios de Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Dom Eliseu, Rondon do Pará e São João do Araguaia.


A iniciativa fortalece cadeias produtivas, conserva a biodiversidade e promove inclusão e equidade. Fruto da parceria entre Suzano, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e Aliança Bioversity & CIAT, sua primeira edição atua em cinco municípios do sudeste do Pará: Abel Figueiredo, São João do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Rondon do Pará e Dom Eliseu. O programa apoiou três projetos estratégicos com duração de 12 meses.


O Instituto Fronteiras do Desenvolvimento (IFD) coordena o projeto Fortalecimento de Redes de Comercialização e Abertura de Mercados; a Agenda Pública implementa o Desenvolvimento Territorial Rural por Meio de Sistemas Agroflorestais; e o Instituto Terroá conduz o Projeto Co-Labora – Fomento a uma Economia Sustentável e Inclusiva. Saiba mais em: ppa.org.br/programa-parica


Foto; Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.