Igor Normando não apareceu no palanque mesmo após dividir agenda com o então governador Helder Barbalho horas antes.
cerimônia de transmissão do cargo que oficializou Hana Ghassan como governadora do Pará, ontem, foi marcada por casa cheia, forte mobilização política e um gesto que reverberou mais do que discursos: a ausência do prefeito de Belém, Igor Normando.

O vazio no palanque contrastou com a agenda intensa cumprida poucas horas antes pelo então governador Helder Barbalho, que realizou a entrega da avenida Liberdade, considerada uma das últimas grandes ações de sua gestão antes de deixar o cargo rumo à disputa por uma vaga no Senado Federal.
A obra, com 14 quilômetros de via expressa e mais 3 quilômetros de duplicação da Alça Viária, conecta Belém, Ananindeua e Marituba, beneficiando diretamente mais de 2,5 milhões de pessoas e criando um novo eixo logístico na Região Metropolitana, com impacto direto no acesso ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena.
Durante a inauguração, Helder destacou o caráter estratégico da via, construída com conceito de sustentabilidade e impacto ambiental reduzido, além de seu potencial para desafogar a BR-316 e reduzir o tempo de deslocamento na capital.
Em tom de despedida, percorreu o novo corredor de bicicleta e classificou a obra como uma das mais importantes intervenções urbanas da história do Estado.
O dado político, no entanto, salta aos olhos: Igor Normando esteve presente na entrega da avenida Liberdade ao lado de Helder e de Hana Ghassan, mas optou por não comparecer à solenidade de transmissão de cargo horas depois, um movimento que, nos bastidores, foi interpretado como deliberado.
Em um evento prestigiado por autoridades e lideranças de diversas esferas, a ausência do prefeito de Belém ganhou peso simbólico e escancarou o aparente e crescente entre Normando e a cúpula do governo estadual.
A leitura predominante é de que o gesto não foi casual, mas sim um recado político claro em meio a uma relação que já não se sustenta apenas pelos laços familiares que aproximam o prefeito do governador.
Enquanto o vice-prefeito, Cássio Andrade, garantiu a representação institucional da prefeitura no dispositivo oficial, a ausência do titular reforçou a percepção de isolamento político de Normando em um momento-chave de reorganização das alianças no Pará.
Mais do que um desencontro de agendas, o episódio evidencia uma ruptura em curso, e deixa claro que, na política, estar presente em um ato pode ser estratégico, mas faltar a outro pode ser ainda mais eloquente.

•Restaure-se a moralidade, sugere o Diário Oficial do Estado: antes de se tornar ex-governador, Helder Barbalho cuidou de substituir o presidente da Fundação Cultural do Estado, envolvida em traquinagens administrativas, Thiago Miranda (foto) - diz que “a pedido”. Ato contínuo, nomeou para o cargo Igor Kawage. Va lá, Thiago é candidato.
•Falando nisso, fiéis que cumprem todos os anos a peregrinação das sete igrejas - acendendo velas e depositando moedas -, presenciaram uma cena inusitada, ontem, na Igreja do Carmo, na Cidade Velha: “flanelinha” recolhendo as moedas que, em tese, ficam para cada igreja visitada. Um balde de um galão de tinta estava quase cheio.
•As estatais federais acumulam rombo recorde de R$ 4,1 bilhões só no primeiro bimestre.
•Paraná Pesquisas em nova pesquisa: 47% dos brasileiros não votam em Lula “de jeito nenhum”; 53,3% dos eleitores dizem que Lula “não merece um novo mandato” à frente da Presidência.
•O senador Carlos Viana prometeu entregar "em mãos" ao ministro André Mendonça, do STF, o relatório - não aprovado - da CPMI do INSS, documento que indiciava, entre outros, o filho do presidente Lula.
•Enquanto o governo do Pará "se finge de morto", Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe aderiram ao subsídio para baratear o diesel importado.
•A iniciativa do governo federal prevê desconto de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e governos estaduais.
•Com aval da Anvisa, remédios já estão mais caros desde ontem. Juro do cartão de crédito subiu de novo: 435,9% ao ano em fevereiro, segundo o Banco Central.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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