Decisão se dá após pleito marroquino, com base em artigo sobre "deixar campo antes do término regular da partida sem autorização do árbitro"
Rio de Janeiro, RJ - Dois meses após a decisão da Copa Africana de Nações, a Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu mudar o que havia sido um título épico para Senegal, que, dentro de campo, venceu por 1 a 0 uma partida repleta de polêmicas e reviravoltas. Em decisão do Conselho da entidade, ficou determinado que os senegaleses foram penalizados com uma derrota por W.O. (3 a 0, segundo o regulamento) e que Marrocos passa a ser o campeão.
A decisão da CAF se deu após pleito da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) e foi tomada com base nos artigos 82 (deixar o campo antes do término regular da partida sem a autorização do árbitro) e 84 (a equipe que infringir as disposições do artigo 82 será eliminada definitivamente da competição e perderá a partida por 3 a 0) do regulamento da competição.
A medida foi tomada por um suposto abandono dos jogadores de Senegal na reta final do segundo tempo da partida. Em reclamação por um pênalti marcado para o Marrocos, alguns senegaleses deixaram o gramado por cerca de dez minutos por orientação do técnico Pape Thiaw, até que o capitão Sadio Mané os convenceu a retornarem ao campo (entenda o caso detalhado abaixo).
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) ainda pode recorrer da decisão da CAF à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Leia a nota oficial da CAF:
O Conselho de Apelação da Confederação Africana de Futebol (“CAF”) decidiu hoje que, em aplicação do Artigo 84 do Regulamento da Copa Africana de Nações (CAN), a Seleção Nacional do Senegal perdeu por WO a partida final da Copa Africana de Nações (CAN) TotalEnergies Marrocos 2025 (“a Partida”), com o resultado da partida sendo registrado como 3–0 a favor da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF).
Entenda o caso
Até os acréscimos do segundo tempo da etapa regulamentar da final, Marrocos e Senegal protagonizavam uma final morna e equilibrada e empatavam em 0 a 0. Tudo mudou aos 47 minutos do segundo tempo, quando o o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala marcou falta de Seck em Hakimi em lance que terminaria com a bola empurrada para as redes por Sarr, no que poderia ser o gol do título senegalês.
Mas foi aos 52 minutos da segunda etapa que um lance ainda mais polêmico incendiou os jogadores senegaleses. O atacante espanhol naturalizado marroquino, Brahim Díaz, do Real Madrid, caiu na pequena área e reclamou com veemência de um suposto puxão de Diouf. Após ser chamado pelo VAR, o árbitro marcou o pênalti.
Jogadores de Senegal deixam o campo
A decisão revoltou os jogadores de Senegal. Alguns fizeram gestos de que teriam sido prejudicados pela arbitragem. Após orientação do técnico Pape Thiaw, o time se retirou de campo. A confusão durou cerca de dez minutos, até que o capitão Sadio Mané, ex-Liverpool e atualmente no Al-Nassr-SAU, foi até o vestiário e convenceu seus companheiros a retornarem ao gramado.
A cavadinha que falhou
Responsável pela cobrança, Brahim Díaz tinha, no último lance da partida, a chance de virar herói de um título que Marrocos não conquistava há 50 anos, desde 1976. Mas o atacante tentou uma “cavadinha”, viu Mendy ficar parado no meio do gol e defender a cobrança, para o choque dos companheiros e dos milhares de marroquinos que lotavam as arquibancadas.
Embalados pela defesa do pênalti e a segunda chance na partida e diante de um time marroquino “zonzo”, os senegaleses construíram o gol do título no início do primeiro tempo da prorrogação emuma bela jogada coletiva foi concluída com perfeição por Papa Gueye, que acertou o ângulo de Bono em chute de extrema felicidade de fora da área.
Esse havia sido o segundo título da história de Senegal na competição - o primeiro foi na edição de 2021/2022. Um roteiro que havia transformado em vilão Brahim Díaz, artilheiro do torneio e até então o melhor jogador da competição, e coroado o capitão Sadio Mané, até então o responsável pelo troféu conquistado por seu país. No entanto, a decisão da CAF desta terça-feira, muda o troféu de mãos, embora não apague os contornos épicos da final da competição.
Foto: AFP
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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