Competição de alta velocidade é laboratório para inovações em segurança, economia de combustível e materiais leves
São Paulo, SP - A Fórmula 1 não é apenas a competição mais famosa do automobilismo, mas um laboratório e tanto para as tecnologias que depois chegam aos carros da vida real. Em 72 anos de história, a modalidade se mostrou o espaço ideal para testar soluções em condições extremas e acelerar processos de pesquisa e desenvolvimento.
Tecnologias de segurança, eficiência energética e gerenciamento de sistemas nasceram nessas pistas. Graças à F1, a chegada dessas soluções aos carros produzidos em massa foi drasticamente acelerada.
Além disso, a competição é campo fértil para o avanço da engenharia e o desenvolvimento de profissionais do segmento.
A dinâmica exigente das corridas puxou o desenvolvimento de pneus com diferentes tecnologias, adequados às várias necessidades e terrenos. Na Fórmula 1, é necessário ter boa aderência ao solo para garantir segurança em caso de chuva, ao mesmo tempo em que o pneu precisa garantir a melhor velocidade possível.
Guardadas as proporções, esse delicado equilíbrio também está nos carros da vida real. As montadoras, cada vez mais, investem nos chamados pneus verdes, que garantem redução no consumo de combustível, com menor resistência à rodagem.
Materiais mais leves e resistentes
No automobilismo, o uso dos materiais certos é determinante para a performance. Por isso, a Fórmula 1 adotou, ainda na década de 1960, o uso de alumínio. Já nos anos 1980 chegou às pistas a fibra de carbono. A busca é sempre trabalhar com soluções leves, mas muito resistentes para garantir a estabilidade necessária ao carro em altas velocidades e proteção ao piloto.
Apesar do custo mais elevado, esses materiais ganham participação nos carros ano a ano. O alumínio tem algum espaço garantido até em modelos populares, enquanto a fibra de carbono é recurso usado em esportivos e modelos mais luxuosos.
Ainda no campo dos materiais, a Fórmula 1 impulsionou o uso da célula de sobrevivência (estrutura de proteção, projetada para manter o habitáculo seguro e absorver impactos em caso de acidente) e o design de zonas de deformação na frente e atrás para absorver o impacto. Esses conceitos são hoje obrigatórios em todos os carros de rua.
Aerodinâmica
A Fórmula 1 busca incansavelmente a melhor aerodinâmica para reduzir a resistência dos carros ao ar e, com isso, elevar a velocidade. Na indústria automotiva em geral o conceito é aplicado não para ganhar uma corrida, mas para reduzir o consumo de combustível dos carros.
Sensores e telemetria
O monitoramento dos diferentes sistemas do carro é estratégico na Fórmula 1. Sensores acompanham a performance e a pressão dos pneus, a situação do motor, a pilotagem e muitas outras frentes. A partir disso, a engenharia faz melhorias no veículos e a equipe aprimora a condução e a estratégia para cada etapa.
Em algum nível, essa abordagem também chegou aos carros do dia a dia. Milhares de sensores controlam a injeção de combustível, o câmbio automático, a eficiência na condução, manutenção e muito mais.
Eletrificação
Assim como acontece nas ruas, no automobilismo a preocupação com a pegada de carbono é crescente. Por isso, grandes competições já se comprometeram em zerar a pegada de CO2. A Fórmula 1 pretende adotar apenas combustíveis sustentáveis já a partir do ano que vem. Isso inclui pesquisa intensiva de soluções como a gasolina sintética.
O motor V6 turbo híbrido atual da F1 é o exemplo mais direto de transferência tecnológica para os carros de rua. A tecnologia Kers (Sistema de Recuperação de Energia Cinética), introduzida em 2009, armazena a energia gerada na frenagem em baterias. Essa lógica de recuperação de energia é a base dos veículos híbridos e elétricos de produção em massa que vemos nas ruas hoje, maximizando a eficiência e autonomia.
No campo da eletrificação, surgiu a Fórmula E, em 2014, modalidade voltada aos carros elétricos. Nas pistas, eles aceleram para desenvolver a tecnologia, mas é nas ruas que essas soluções chegarão mais longe.
Foto: Reprodução/X
Estadão conteúdo
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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