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Segurança

Conselheiro tutelar é preso por corrupção passiva, em Cametá

Homem usava o cargo para obter vantagens indevidas de criminosos que praticaram violência sexual contra crianças e adolescentes

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  • 15/02/24 18:30
Conselheiro tutelar é preso por corrupção passiva, em Cametá

A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Cametá, deflagrou nesta quinta-feira (15) a operação “Ártemis”, que deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva de um conselheiro tutelar suspeito de corrupção passiva. Três denúncias foram feitas contra o homem.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava seu cargo como conselheiro tutelar rural do município de Cametá, para obter vantagens indevidas de criminosos, que praticaram violência sexual contra crianças e adolescentes. Em troca, o indiciado não levava às denúncias para as autoridades competentes.

“O acusado alegava ter influência junto às autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público, dessa forma, ele descredibilizava a atuação das instituições de proteção aos direitos das crianças e dos adolescentes”, informa Walter Resende, delegado-geral da Polícia Civil do Pará.

Após a constatação da conduta criminosa, que foi desempenhada inclusive em períodos de intensa movimentação popular, como o Carnaval, a equipe efetuou a prisão do homem, que no exercício da função, praticou o crime também em regime de plantão.

"A prisão realizada na data de hoje demonstra a atuação incansável da Polícia Civil no combate aos crimes contra crianças e adolescentes no município de Cametá, sobretudo pela importância da atribuição inerente ao ofício desempenhado pelo investigado, o qual deveria exercer a função de proteção dos direitos das crianças e adolescentes, no entanto, atuava como agente violador de direitos, com o intuito de obter vantagem econômica ilícita para si mesmo", destaca Diana de Bulhões Jobim, titular da Deaca de Cametá.

A prisão ocorreu na sede do Conselho Tutelar de Cametá. Após ser conduzido à unidade policial, o investigado já se encontra à disposição da Justiça.

Agência Pará

Foto: Divulgação/PCPA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.