Mais de 700 levantamentos sobre a disputa já foram registrados no TSE; novas regras tentam aumentar a transparência e coibir fraudes.
mbora a campanha eleitoral de 2026 ainda esteja distante do calendário oficial, a disputa já começou nos bastidores. E um dos primeiros indicadores desse movimento aparece nas pesquisas de intenção de voto, que voltaram a movimentar milhões de reais em todo o País.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, até maio, mais de 700 pesquisas relacionadas à sucessão presidencial, aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados já haviam sido registradas. O investimento estimado supera R$ 40 milhões.
Os números revelam que partidos, candidatos, grupos políticos, empresas de comunicação e agências de publicidade já estão medindo cenários, testando nomes e avaliando tendências eleitorais muito antes do início oficial da campanha.
A importância desse mercado pode ser medida pelas eleições municipais de 2024. Segundo dados do próprio TSE, foram registradas cerca de 14 mil pesquisas de intenção de voto para prefeitos e vereadores, mobilizando quase R$ 172 milhões em contratos.
Mais do que simples retratos de momento, as pesquisas influenciam estratégias de campanha, ajudam a definir alianças, orientam investimentos e, muitas vezes, acabam pautando parte do debate político.
Com o aumento do volume de levantamentos, a Justiça Eleitoral decidiu apertar os mecanismos de controle. As normas que disciplinam as pesquisas foram atualizadas este ano pelo TSE, ampliando as exigências para institutos e empresas responsáveis pelos levantamentos.
Uma das principais mudanças é a obrigatoriedade de uma declaração formal assinada pelo estatístico responsável pela pesquisa. O profissional passa a responder diretamente pela metodologia empregada e pela consistência das informações apresentadas. Além disso, deverá assegurar a disponibilidade dos dados para auditorias e declarar ciência das penalidades previstas em casos de fraude, manipulação ou informações falsas.
A intenção do Tribunal é aumentar a transparência e dificultar a circulação de levantamentos sem respaldo técnico.
Outra preocupação da Justiça Eleitoral é identificar com maior precisão quem financia as pesquisas. As novas regras exigem a identificação da pessoa responsável pelo pagamento dos levantamentos, bem como informações detalhadas sobre a origem dos recursos utilizados.
Institutos e empresas também deverão informar se os contratos serão quitados à vista ou de forma parcelada, além de apresentar documentação fiscal compatível com os pagamentos realizados. A medida busca evitar situações em que o verdadeiro financiador da pesquisa permaneça oculto atrás de empresas, intermediários ou contratos complexos.
As pesquisas podem ser realizadas em qualquer momento do ano eleitoral, desde que sejam registradas no sistema do TSE com pelo menos cinco dias de antecedência em relação à divulgação dos resultados, mas registrar não significa necessariamente publicar.
Muitos levantamentos são contratados para consumo interno de partidos, candidatos ou grupos econômicos interessados em avaliar cenários políticos sem expor os resultados ao público. O TSE também esclarece que não realiza controle prévio sobre os números apresentados nem interfere na divulgação dos resultados. A responsabilidade pelas informações é integralmente dos institutos e contratantes.
A resolução eleitoral também definiu 15 de agosto de 2026 como data limite para a divulgação de enquetes relacionadas à disputa eleitoral. Diferentemente das pesquisas registradas, as enquetes não possuem metodologia científica, não utilizam amostragem estatística e dependem da participação espontânea dos interessados. Por isso, não podem ser apresentadas ao público como pesquisa eleitoral.
A divulgação de pesquisas fraudulentas continua sendo considerada crime eleitoral. A legislação prevê penas que variam de seis meses a um ano de prisão, além de multas que podem ultrapassar R$ 100 mil.
A fiscalização das pesquisas cabe ao Ministério Público Eleitoral, formado por integrantes do Ministério Público Federal e dos Ministérios Públicos dos estados. Além de acompanhar registros e denúncias, o órgão atua para evitar abusos, assegurar equilíbrio entre os concorrentes e proteger o direito do eleitor de receber informações corretas durante o processo eleitoral.
Enquanto a campanha ainda parece distante para a maioria dos brasileiros, nos bastidores da política o jogo já está em andamento. E, como acontece em toda eleição, as pesquisas voltam a ocupar papel central na disputa por votos, influência e narrativa.

•Candidata à Câmara Federal, a delegada Erika Sabino (foto) - é mulher do ex-ministro e candidato ao Senado Celso Sabino, e filha do ex-prefeito de Marituba Antônio Armando -, abriu um flanco em Castanhal e vai se estabelecendo, Tem como um dos apoiadores Mykael Melo.
•Pergunta (im)pertinente: se a capacidade de público do Mangueirão é de 53.645 torcedores e apenas 31.022 compareceram à decisão da Copa Verde, como acomodar outros 22.623 torcedores no estádio, que estava praticamente lotado? Deu nas rádios.
•O Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de reações adversas possivelmente associadas ao imunizante. Duas mortes suspeitas catalisaram a decisão do governo.
•Agora é oficial: o governo dos EUA publicou em seu site oficial uma determinação formal contra práticas adotadas pelo Brasil em diferentes áreas comerciais e institucionais.
•A lista inclui o comércio digital, meios de pagamento eletrônico, tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e até desmatamento ilegal, diz a revista Timeline.
•Segundo a publicação, a decisão foi divulgada pelo Escritório do Representante Comercial, o USTR, responsável pela política comercial americana, no contexto de uma investigação aberta em 15 de julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump.
•Tal legislação permite ao governo americano investigar e reagir a práticas estrangeiras consideradas injustas, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio americano.
•O ponto mais sensível do documento, está na acusação de que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas contra empresas americanas de redes sociais, exigindo a remoção de conteúdo político e a suspensão de perfis de residentes dos Estados Unidos, às vezes com alcance global.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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