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MOTOR QUEBRADO

Crédito trava, terras desvalorizam, crise atinge agro e cria um novo cenário o Pará

Relatos de produtores apontam aumento das recuperações judiciais, restrição de financiamento e queda no valor de propriedades rurais, enquanto culturas como soja, cacau e laranja enfrentam dificuldades de mercado.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 07/08/26 17:00
Crédito trava, terras desvalorizam, crise atinge agro e cria um novo cenário o Pará
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agronegócio paraense, um dos principais motores da economia estadual, começa a sentir os efeitos de uma combinação de fatores que preocupa produtores e agentes do setor. Recuperações judiciais, dificuldades para obtenção de crédito, queda nos preços de algumas commodities e desvalorização de propriedades rurais desenham um cenário de retração em diferentes regiões do Estado.

 

Segundo produtores ouvidos pela coluna, instituições financeiras passaram a endurecer a concessão de financiamentos, classificando parte da atividade agrícola como de maior risco. A consequência seria a redução do crédito até mesmo para produtores adimplentes. Outro reflexo apontado é a queda no preço das terras. Proprietários que precisam vender estariam encontrando dificuldade para fechar negócios e, quando conseguem, aceitam descontos expressivos e prazos de pagamento que chegam a cinco anos.

Onde mora a crise

A situação atingiria principalmente as regiões produtoras de soja, como Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Rondon do Pará, Redenção, Santana do Araguaia e Santarém. Na Transamazônica e no Xingu, a preocupação recai sobre o cacau. Já em Capitão Poço e Garrafão do Norte, produtores relatam forte deterioração do mercado da laranja. Enquanto isso, cadeias como a pecuária bovina e o açaí continuam apresentando melhor desempenho, embora também enfrentem dificuldades nas negociações por causa dos preços elevados.

Os relatos indicam um ambiente de incerteza que já influencia investimentos e novos plantios. Agora, resta saber se esse quadro representa uma crise localizada em determinadas cadeias produtivas ou o início de uma desaceleração mais ampla do agronegócio paraense.

Papo Reto

O senador Romário (foto) recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio para suspender penhora dos pagamentos que o senador tem a receber da CazéTV pela cobertura da Copa do Mundo. Dívida discutida na ação supera R$ 32 milhões. 

•O presidente Lula afirmou viver o "melhor momento" de sua vida pessoal e política. Disse que pretende viver até os 120, e afirmou que esta será sua última participação em eleições. 

Lula classificou como "irresponsável" a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. 

•A Lei Maria da Penha completa 20 anos de sanção. Duas décadas depois, a norma reúne 26 mudanças aprovadas pelo Congresso. Alterações reforçaram medidas protetivas, incorporaram novas formas de violência e fortaleceram a assistência às vítimas. 

A Lei Maria da Penha possui um histórico raro de consenso no Congresso. A proposta foi construída ao longo de 20 meses de negociação e aprovada sem nenhum voto contrário. 

•Durante convenção que lançou a chapa de Mailza Assis e Jéssica Sales ao governo do Acre, o deputado Coronel Ulysses afirmou que as duas são competentes "apesar de serem mulheres". 

O fim das convenções não impede que partidos revejam apoios políticos durante a campanha. Mudança, porém, não garante entrada em coligação nem espaço na chapa como vice. 

•A campanha de Romeu Zema confirmou Eduardo Girão como candidato a vice-presidente na disputa pelo Palácio do Planalto. 

Entre brincadeiras sobre queijo mineiro e queijo coalho, Romeu Zema afirmou que buscava alguém que "não vai baixar a cabeça para ninguém", enquanto Eduardo Girão celebrou a escolha dizendo que "o Brasil não está preparado para a dupla". 

•O CNJ determinou dois anos de afastamento à juíza Gabriela Hardt, que atuou na operação Lava-Jato. A magistrada é investigada por irregularidades na homologação de acordo da Petrobras. 

•Portaria do GSI estabeleceu novas regras para a execução de emendas parlamentares destinadas a projetos de cibersegurança, segurança da informação e proteção de infraestruturas críticas.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.