Plataforma reúne denúncias e documento público contra concessionária e modelo de operação adotado no Estado.
deputado estadual Rogério Barra lançou uma plataforma digital para concentrar denúncias e mobilizar a população diante da crise no abastecimento de água no Pará. Batizado de “Fora Águas do Pará”, o site reúne reclamações de usuários e estrutura uma petição pública com foco na cobrança de providências por parte da concessionária e dos órgãos de fiscalização.

A iniciativa surge em meio ao aumento de queixas em diferentes regiões do Estado, sobretudo após a transição dos serviços de saneamento para a gestão privada.
De acordo com Rogério Barra, a proposta é transformar manifestações isoladas em ação coordenada. “Não se trata de um problema pontual, mas de uma falha estrutural em um serviço essencial. A população relata interrupções frequentes e tarifas que não refletem o consumo real”, afirmou.
A estratégia aposta na centralização das reclamações como forma de dar escala institucional às denúncias, criando base documental para eventuais medidas administrativas ou judiciais.
O pano de fundo é o modelo de concessão implantado em 2025 pelo governo estadual, que transferiu à iniciativa privada a operação de serviços de água e esgoto em diversos municípios.
Críticos do processo apontam que a transição ocorreu em ritmo acelerado e sem debate público aprofundado. A simultaneidade da mudança em várias cidades, segundo essa avaliação, teria impactado a capacidade de resposta operacional da concessionária.
Um dos pontos mais questionados envolve a estrutura de operação na Região Metropolitana de Belém. Nesse arranjo, a captação e o tratamento da água permanecem sob responsabilidade da Cosanpa, enquanto a distribuição é feita pela concessionária. Na prática, a água produzida pela estatal é repassada à empresa privada, que realiza a entrega final ao consumidor e aplica a tarifa. O modelo, segundo críticos, pode gerar distorções de custo ao longo da cadeia, especialmente quando associado à cobrança de serviços de esgoto.
Outro eixo da crítica recai sobre a atuação da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon-PA), responsável pela fiscalização do contrato. O deputado afirma que os mecanismos de controle seriam insuficientes diante do volume de reclamações.
Técnicos ouvidos sob reserva ponderam que o sistema ainda passa por fase de adaptação, o que exigiria calibragem de indicadores e metas antes de avaliações mais conclusivas.
O site funciona, simultaneamente, como canal de denúncia e ferramenta de mobilização. A petição pública associada busca reunir assinaturas para pressionar autoridades e exigir o cumprimento das obrigações contratuais.
A aposta é que a consolidação das reclamações em base única aumente a visibilidade do problema e facilite a atuação de órgãos de controle.
A crise no abastecimento de água no Pará se consolidou como um dos principais pontos de tensão na agenda pública estadual. De um lado, usuários relatam falhas recorrentes no serviço; de outro, o modelo de concessão ainda atravessa fase de implementação e ajustes operacionais.

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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