Fundos internacionais entram no radar de governos enquanto se desenha a corrida por quem vai gerir os recursos.
assado o palco da COP30, realizada em Belém, a nova disputa que começa a ganhar corpo nos bastidores da agenda climática envolve dinheiro - muito dinheiro.

A realização da conferência abriu caminho para a ampliação de linhas de financiamento internacionais voltadas à agenda ambiental e de adaptação climática, mobilizando instituições multilaterais como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Green Climate Fund.
Esses mecanismos financiam desde projetos de combate ao desmatamento até iniciativas de infraestrutura verde, transição energética e proteção de comunidades vulneráveis às mudanças climáticas.
O problema - como costuma ocorrer em grandes programas internacionais - não é apenas captar os recursos, mas definir quem vai controlá-los e como serão aplicados.
Nos bastidores da diplomacia climática e de governos estaduais da Amazônia, já se desenha uma corrida silenciosa para garantir protagonismo na gestão desses fundos. Estados, municípios, bancos de desenvolvimento e organizações internacionais tentam posicionar projetos e estruturas capazes de absorver parte desse financiamento.
O tema também envolve o governo federal. A política climática brasileira é conduzida sob o guarda-chuva da Organização das Nações Unidas, dentro dos compromissos assumidos no Acordo de Paris, que prevê metas de redução de emissões e ampliação de investimentos em adaptação ambiental.
Na prática, isso significa que bilhões de dólares poderão circular em projetos ambientais ao longo da próxima década - especialmente em regiões estratégicas como a Amazônia.
A disputa que começa agora, porém, vai além da agenda ambiental. Trata-se de uma batalha política e institucional por espaço dentro de um novo mercado global de financiamento climático.
Com a conferência encerrada e a agenda internacional avançando para a próxima reunião do clima, a COP31, o que se observa nos bastidores é que a corrida pelo dinheiro da transição climática apenas começou. E quem conseguir organizar projetos, instituições e capacidade de execução terá vantagem numa disputa que mistura diplomacia, política e bilhões de dólares em jogo.

•Não foi por falta de aviso: o processo contra o professor Euler Sizo (foto) avançou e o ex-secretário de Obras da Prefeitura de Belém foi demitido do Instituto Federal de Educação por abandono de cargo.
•Segundo a coluna antecipou, o ex-secretário assumiu a função na prefeitura sem ter sido liberado pelo Instituto, acumulando faltas no período, o que resultou em sua demissão, publicada ontem no DOU.
•O ministro Gilmar Mendes criticou o vazamento de conversas íntimas de Daniel Vorcaro com a ex-namorada, classificando a divulgação como uma "barbárie institucional". Mas que divertiu a patuleia, divertiu.
•Entre os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, a PF encontrou também registros da vida pessoal do embusteiro, incluindo uma playlist de 33 músicas trocadas com sua então companheira.
•Escândalos dessa magnitude inevitavelmente produzem material de interesse público. No caso Banco Master, mensagens extraídas do celular de Vorcaro trouxeram elementos relevantes para a investigação e ajudam a compreender relações, decisões e bastidores do caso.
•O problema começa quando, no mesmo pacote, passam a circular nas redes conversas íntimas que nada acrescentam à apuração.
•Curiosidades laterais, como a playlist trocada pelo casal, até cabem como detalhe de bastidor. Intimidades, não. Um caso bilionário deveria ser debatido pelo que revela sobre poder e instituições, não pelo que invade a privacidade de quem aparece apenas nas margens da história.
•Com 35 assinaturas, o senador Alessandro Vieira apresentou o requerimento para instaurar a CPI do Banco Master. Chance zero dela ser instalada.
•A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao STF que garanta privacidade nas reuniões entre o empresário e seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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