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IGUAIS NO CRIME?

Escândalo Vorcaro espalha sangue nos salões de Brasília; e quem sangra, morre.

Mensagens apagadas, festas com políticos, ameaça a jornalista e salário milionário para sicário aparecem no rastro da investigação

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  • 09/03/26 17:00

Luxúria e suspeitas moldam cenário de Brasília: quando os intocáveis começam a sangrar, descobre-se que eles também podem morrer/Fotos: Divulgação.


A


s investigações que cercam o banqueiro Daniel Vorcaro começam a abrir uma fresta incômoda nos salões de poder de Brasília. No material reunido por investigadores da Polícia Federal do Brasil e que circula nos bastidores do Supremo Tribunal Federal aparecem conversas comprometedoras, encontros discretos e mensagens trocadas com autoridades - algumas delas convenientemente apagadas depois.

 Há também episódios que ajudam a compor o retrato do personagem. Entre eles, relatos de ameaça a jornalista - com promessa de “quebrar dentes” - e a contratação de um segurança descrito como sicário, que teria salário na casa de R$ 1 milhão.

Eles também sangram

A vida social do banqueiro também entrou na conta. Uma festa frequentada pelo presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, e encontros políticos que teriam incluído o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecem no radar das apurações.

Há ainda o capítulo da namorada que teria deixado o País depois que o cerco começou a apertar - detalhe que, em Brasília, costuma alimentar mais curiosidade que muitos relatórios oficiais.

Investigadores agora trabalham para recompor o conteúdo de conversas deletadas e entender até onde vai a rede de relações do banqueiro.

Porque, no fim das contas, histórias assim têm sempre a mesma moral nos corredores do poder: quando os intocáveis começam a sangrar, muita gente descobre que eles também podem morrer politicamente.

Papo Reto

•A Prefeitura de Belém retomou os desfiles do CarnaBelém, em plena quaresma, na sexta-feira, 6. O Rancho Não Posso Me Amofiná, rebaixado ao grupo B das escolas de samba, deveria desfilar nesse dia, o que não aconteceu. 

A diretoria afirmou que a escola não iria mais desfilar este ano devido a dificuldades financeiras, mas recuou e fez um comunicado nas redes sociais. 

•Sem muitas explicações, disse apenas que “todas as questões que estavam pendentes foram devidamente resolvidas e o Rancho desfilou no sábado, 7”. 

Depois de ter tentado celebrar o ex-ministro Celso Sabino (foto), a escola resolveu homenagear Belém como capital nacional do brega. 

•Pergunta (im)pertinente: que pagou as contas do Rancho, quem? 

De um leitor da coluna sobre propagando eleitoral antecipada, que tem movimentado a Justiça Eleitoral do Pará:

•“É muito difícil compreender como funciona a política e os tribunais criados pela política que julga os políticos, adversários em momentos diversos. Há programas eleitoreiros que funcionam permanentemente”. 

Primeiro foram as empresas, agora são as pessoas que fazem fila em Ciudad del Este para conseguir residência fixa no Paraguai.

•Nos últimos meses, a nova onda migratória já levou mais de 17 mil brasileiros e, claro, suas riquezas, em busca de estabilidade fiscal e segurança para produzir.

Comentário de um leitor observador do caso Banco Master: "o incêndio no cabaré parece que está saindo do controle dos supremos bombeiros".

Mais matérias OLAVO DUTRA

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.