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Copa 2026

Espanha é implacável, arrasa a Áustria e vai às oitavas com brilho de Oyarzabal

Desde o inédito título contra a Holanda em 2010, a Espanha não ganhava um compromisso de mata-mata em Copas

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  • Da Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 02/07/26 18:00
Espanha é implacável, arrasa a Áustria e vai às oitavas com brilho de Oyarzabal

 São Paulo, SP - Muito prazer, Espanha! A quem aguardava uma apresentação vistosa da seleção espanhola na Copa do Mundo, a espera acabou. Nesta quinta-feira, no SoFi Stadium, em Inglewood, sob a batuta do jovem craque Lamine Yamal e com o artilheiro Oyarzabal iluminado, a seleção comprovou o apelido de Fúria ao ganhar com soberania da Áustria por 3 a 0, se garantindo nas oitavas de final. Aguarda o vencedor de Portugal x Croácia.


Apesar do placar não ter sido ainda mais elástico, o futebol apresentado pelos espanhóis foi 'furioso' em Los Angeles. Com toques em velocidade, dribles desconcertantes e um entrosamento de dar inveja em muitas seleções, a Espanha poderia estar celebrando uma goleada humilhante pelo produzido no SoFi Stadium


O goleiro Alexander Schlager fez grandes defesas, algumas de maneira milagrosa, parando o ligado Lamine Yamal cara a cara, por exemplo, viu o VAR anular um gol de maneira questionável e ainda foi salvo pelo travessão e por Alaba, que tirou uma bola em cima da linha.


A vitória acaba com a 'maldição' de 2010. Desde o inédito título na prorrogação contra a Holanda, a Espanha não ganhava um compromisso de mata-mata em Copas (caiu na primeira fase em 2014 e nas penalidades nas oitavas em 2018 e 2022, diante da Rússia, por 4 a 3, e contra Marrocos, levando 3 a 0, respectivamente). Derrubou a marca em grande estilo.


Como prometera na véspera, Yamal chamou a responsabilidade, deu enorme trabalho aos marcadores - sempre acompanhado de perto por dois - com seus dribles humilhantes e toques refinados. O atacante de 18 anos lamentou, apenas, não celebrar a melhor atuação na Copa com uma bola na rede - parou no goleiro e em Alaba.


Espanha muito superior


O confronto começou bastante agradável, com Lamine Yamal assumindo o protagonismo do lado espanhol e buscando a bola para orquestrar a veloz seleção espanhola diante de austríacos corajosos, também se lançando ao ataque sob a batuta de Sabitzer


O dia parecia, contudo, de brilho do dono da camisa 19, número diferente dos marcantes 7, 9, 10 e 11 das estrelas que vêm se destacando na Copa. A camisa que sugere de um reserva é a de Yamal, sonhando com sua grande apresentação na Copa do Mundo.


Correndo uma barbaridade a aparecendo por todos os cantos, o jovem de 18 anos parecia se multiplicar em campo. Logo com um minuto, roubou a bola no meio e serviu para Baena parar no goleiro Schlager. Em menos de 10 minutos, o garoto prodígio pediu dois pênaltis. Caiu pela lado esquerdo e logo depois, foi derrubado na direita. Nada.


Lamine Yamal parecia incomodado com as críticas à Espanha e, bem por isso, disse na véspera que a Copa começaria nesta quinta para a Espanha. Sabia, contudo, que seu brilho seria vital para calar os críticos. Os dribles - deu até caneta - e os pedidos de bola retratavam bem sua motivação.


A falta do toque de maestria final, entretanto, deixava o jogo zerado. E a pausa da hidratação veio sem a grande chance de gol para ambos os lados, sobretudo a quem já tinha as rédeas da partida e atuava do campo ofensivo, mas não escondia a ansiedade por chegar ao 1 a 0 logo.


A abertura do placar veio aos 28 após cobrança de escanteio. Cucurella soltou a bomba no rebote. Mas o lance acabou impugnado por falta questionável no goleiro Schlager e revolta espanhola.


Alexander Schlager apareceu como herói em duas defesaças difíceis seguidas. O equilíbrio já não existia mais e a Espanha massacrava. A Áustria suportou a pressão por somente 36 minutos. Troca de passes de primeira, Cucurella cruzou e Oyarzabal apenas desviou às redes para anotar pela terceira vez na Copa - fecharia o placar e subiria para quatro.


Os austríacos não viam a hora de chegar o intervalo e o 1 a 0 acabou barato. Baena ainda carimbou o travessão e Schlager salvou o que seria gol certo de Yamal. O garoto fez cara de incredulidade com a chance desperdiçada após batida de primeira.


Novo recorde


Ralf Rangnick tentou reforçar o meio-campo da Áustria com duas trocas, mas bastou a bola rolar para ficar claro quem mandava em campo. A Espanha não se debruçou na vantagem e retornou no ataque, atrás de mais gols e novamente enfileirando oportunidades.


Atrás, sem trabalho, Unai Simón superou o recorde de Casillas em tempo sem sofrer gols em Copas ao chegar ileso aos 18 da segunda etapa, alcançando 477 minutos intransponível - contando também as oitavas de 2022, já que a Espanha caiu nos pênaltis após 0 a 0 com Marrocos.


A superioridade espanhola se transformou em novo gol aos 20 minutos da etapa final com jogadores coadjuvantes. Nova trama envolvente, Baena cruzou na cabeça do baixinho Pedro Porro: 2 a 0.


Alaba ainda salvou em cima da linha o gol de Yamal. Saiu cobrando seus companheiros e bateu boca pesado com Grillitsch. O garoto deixou o gramado já no fim para descansar e, mais uma vez, sem completar um jogo na Copa do Mundo. Desta vez por opção de Luis de la Fuente com a vaga 'garantida'. Oyarzabal fechou a surra no fim.


FICHA TÉCNICA


ESPANHA 3 X 0 ÁUSTRIA


ESPANHA - Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Pubill)e Cururella; Rodri, Pedri (Fabian Ruiz) e Dani Olmo (Merino); Oyarzabal, Lamine Yamal (Gavi) e Alex Baena (Ferran Torres). Técnico: Luis de la Fuente.


ÁUSTRIA - Alexander Schlager; Posch (Prass), Danso, Alaba e Laimer; Seiwald (Chukwuemeka), Xaver Schlager (Grillitsch), Schmid (Kalajdzic), Wanner e Sabitzer; Gregoritsch (Arnautovic). Técnico: Ralf Rangnick.


GOLS - Oyarzabal, aos 36 minutos do primeiro tempo; Pedro Porro, aos 20 e Oyarzabal, aos 43 do segundo.

CARTÃO AMARELO - Posch (Áustria).

ÁRBITRO - Glenn Nyberg (SUE).

PÚBLICO - 70.492 presentes.

LOCAL - SoFi Stadium, em Inglewood (EUA).


Foto: AFP

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.