Empresa canadense já investiu US$ 300 milhões na área localizada na região de Altamira, mas esbarra em processos do Ibama, Funai e Incra.
ma reportagem publicada no “Estadão” desta semana traz novos detalhes sobre a complexa teia judicial que envolve a mineradora canadense Belo Sun Mining no Pará. Há mais de uma década tentando viabilizar o Projeto Volta Grande - localizado no município de Senador José Porfírio, na região de Altamira -, a empresa já aportou cerca de US$ 300 milhões (equivalente a R$ 1,66 bilhão), mas continua sem conseguir operar.

Um dos nós centrais da disputa é a competência do licenciamento ambiental. Enquanto a Belo Sun argumenta que a atribuição cabe à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Sema) - tese que já obteve aval em instâncias judiciais -, órgãos federais e o MPF sustentam que o licenciamento deveria ser conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dada a localização e o impacto sobre terras públicas da União.
Embora tenha chegado a recuperar a licença de instalação emitida pela Semas, a mineradora viu o processo ser interrompido repetidas vezes por decisões judiciais. Além das questões burocráticas, pesam contra o projeto acusações de falhas na consulta prévia, livre e informada às populações indígenas da região - como as terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande - e questionamentos quanto à segurança das barragens de rejeitos previstas na obra.
Por um lado, a direção da Belo Sun defende que o projeto trará desenvolvimento e aportes ambientais e socioeconômicos para a calha do Rio Xingu, argumentando que as exigências podem ser sanadas por meio do diálogo institucional.
Por outro lado, defensores e procuradores apontam que a proximidade com a Usina Hidrelétrica de Belo Monte amplia os impactos cumulativos sobre o ecossistema e as comunidades tradicionais da Volta Grande do Xingu, exigindo um nível de rigor e compensação que até o momento paralisa o andamento das obras.


•O deputado estadual Eraldo Pimenta (foto), do MDB, que tem mantido atuação concentrada em áreas relevantes do trabalho legislativo paraense como presidente da Comissão de Constituição e Justiça, recusou a disputa para a Câmara Federal, mesmo já tendo ampliado suas áreas de atuação no Estado.
•Combinando trabalho técnico-legislativo e presença vigilante, Pimenta pilota o processo de cumprimento das condicionantes ambientais da Usina de Belo Monte, em defesa do desenvolvimento na região do Xingu.
•Quando “The Economist”, uma das publicações mais influentes do mundo, passou a tratar o STF como "ameaça à democracia", o problema já atravessou as fronteiras do Brasil.
•A Corte que dizia proteger as instituições agora precisa explicar como pretende proteger a democracia de seus próprios excessos e escândalos. O alerta veio de fora, mas o constrangimento é todo nosso.
•Aliás, se em plena crise no Supremo, até o PT passou a defender mandato para ministros, fica no ar uma pergunta incômoda: o que o partido já sabe que nós, pobres mortais, ainda não sabemos?
•O ministro André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao Banco Master a pedido de Edson Fachin. O presidente do STF também determinou o envio da íntegra dos processos a todos os ministros, que terão acesso ao material antes da sessão extraordinária de terça-feira.
•Pensando bem: abrir 15 procedimentos do caso Master pode ser juridicamente salutar e institucionalmente explosivo. São milhares de arquivos. Só o processo principal reúne mais de 500 documentos, sem contar os outros 14 agora abertos.
•Transparência é indispensável, mas despejar tamanha massa documental na praça pública a poucos dias da eleição dificilmente produzirá apenas esclarecimento.
•Nada como uma crise entre ministros do STF, Polícia Federal, políticos e banqueiros para trazer serenidade à reta final eleitoral.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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