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Justiça

Goleiro Bruno tem pedido de liberdade condicional negado pela Justiça e continua foragido

A decisão foi proferida pela Desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 18/03/26 16:51
Goleiro Bruno tem pedido de liberdade condicional negado pela Justiça e continua foragido

São Paulo, SP - A Justiça do Rio indeferiu um pedido de liminar impetrado pela defesa do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza que buscava suspender a decisão que revogou a liberdade condicional do jogador de 41 anos e determinou a expedição de um novo mandado de prisão para o regime semiaberto. Ele é considerado foragido desde a última semana por viajar sem autorização judicial. Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelo homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.


A decisão foi proferida pela Desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A magistrada manteve o entendimento da Vara de Execuções Penais, que revogou o benefício após o Ministério Público informar que Bruno viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias após a concessão da liberdade, para assinar contrato com o clube Vasco-AC.


O descumprimento foi confirmado por notícias na imprensa e pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.


Em sua argumentação, a desembargadora destacou que Bruno tinha plena ciência das regras e que "o apenado quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena e não o contrário". A decisão pontuou que a atitude do jogador demonstrou descaso com as obrigações impostas pelo sistema de Justiça.


A defesa do goleiro sustentou que a viagem visava a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser classificada como falta grave, mas a Justiça considerou que a revogação é a sanção adequada para o descumprimento das obrigações da sentença.


Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samúdio. Eliza teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então no Flamengo. Bruno ordenou que comparsas matassem Eliza. O corpo da modelo nunca foi encontrado e o crime só foi descoberto devido a uma delação.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.