Brasil registrou 118 mil casos de malária no ano passado, segundo o Ministério da Saúde, dos quais 99% ocorreram na região amazônica.
e janeiro a junho deste ano, o Pará teve confirmados 9.344 casos de malária em diferentes regiões do Estado, segundo o Boletim Epidemiológico da Sespa. Os números mostram um aumento de 20,58% em comparação ao mesmo período de 2025. Em cidades da região da Transazanônica, como Altamira, Brasil e Medicilândia, é raro encontrar quem vive da agricultura ou pesca e ainda não contraiu a doença. Pelo contrário, há quem se orgulhe de ter sobrevivido a 10, 20 infecções de malária.

Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) autorizou o início dos estudos em humanos de uma vacina brasileira
contra a doença. Chamado Vivaxin, o imunizante foi desenvolvido por
pesquisadores do CTVacinas, grupo da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório
Cristália.
Em 2025, o Brasil registrou 118 mil casos de malária,
segundo o Ministério da Saúde. Desse total, 85% foram do tipo vivax e 99%
ocorreram na região amazônica. A doença causou 39 óbitos no País, no mesmo ano.
A transmissão ocorre principalmente pela picada de fêmeas infectadas de
mosquitos do gênero Anopheles. Febre, calafrios e dor de cabeça estão entre os
sintomas mais comuns.
O CTVacinas destaca que o País mantém um Plano Nacional de
Eliminação da Malária, com a meta de interromper a transmissão local da doença
até 2035 e que "uma vacina contra o Plasmodium vivax, caso tenha sua
segurança e eficácia demonstradas ao longo do desenvolvimento, poderá
acrescentar uma ferramenta às estratégias de controle”.
Os dois imunizantes contra a malária recomendados atualmente
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), RTS,S/AS01 e R21/Matrix-M, têm como
alvo o parasita que causa a malária falciparum, tipo mais grave e letal e cuja
ocorrência é mais comum na África.
O produto experimental usa uma tecnologia em que os
pesquisadores produzem em laboratório uma proteína com variantes de uma
proteína presente na superfície do parasita Plasmodium vivax, causador desse
tipo de malária. Essa substância funciona como uma apresentação do invasor ao
sistema imunológico, estimulando a produção de anticorpos capazes de
reconhecê-lo se a pessoa tiver contato real com o parasita.
A autorização da Anvisa refere-se aos estudos clínicos de
fase 1, que servem principalmente para testar a segurança de um novo
medicamento ou vacina. No caso de um imunizante, essa etapa também busca
avaliar a resposta imunológica dos participantes, ou seja, se o produto induziu
a produção de anticorpos contra o alvo em questão.
O protocolo de pesquisa "prevê 48 participantes
saudáveis, de 18 a 59 anos, sem infecção prévia por malária".
Essas pessoas serão divididos em dois grupos por um ano: um
deles receberá a Vivaxin, enquanto o segundo terá a administração do placebo.
Os participantes não saberão em qual grupo estão. O esquema estudado prevê três
doses da vacina, com intervalo de 28 dias entre elas.
Se a fase 1 demonstrar a segurança da vacina, ela seguirá
para as fases 2 e 3 dos testes clínicos, que são feitos com um número bem maior
de voluntários e buscam avaliar a eficácia do imunizante, além de seguir
monitorando sua segurança.

•A ascensão de Ed Wilson (foto) no futuro governo Daniel
Santos teria provocado inquietação na Seduc, na Seplad e na PGE.
•Professor de carreira da Educação, ele foi demitido após
sindicância e processo administrativo na gestão Helder Barbalho. Ed e seus
advogados sempre sustentaram que o caso tinha motivação política.
•Se houver mudança de rumo, será preciso conhecer os
fundamentos administrativos e jurídicos. O que não falta no Pará é processo com
duas versões e uma fila de perguntas.
•Reeleito deputado federal pelo PT com mais de 90 mil votos,
Airton Faleiro deverá assumir o papel de interlocutor entre as diferentes
correntes do partido no Pará.
•A legenda elegeu dois deputados federais e três estaduais,
mas a campanha deixou marcas e distanciou velhas lideranças. Faleiro terá
trabalho: unir o partido sem transformar divergência interna em guerra de
trincheira.
•Carreatas, comícios e grandes eventos continuam rendendo
fotografias de multidão, mas não garantem, sozinhos, a conquista do eleitor. A
política foi para a tela - e o palanque precisa aprender a dividir espaço.
•Entre as milhares de pessoas contratadas para agitar
bandeiras nas ruas durante a campanha, muitas estariam sem receber o combinado,
em média R$ 200 por semana.
•Há relatos de calote por parte de candidatos ou de
coordenadores que teriam retido o dinheiro. A denúncia precisa ser apurada, mas
a pergunta é inevitável: se a campanha prometeu pagar pelo trabalho, quem ficou
com a conta?
•O calor acima do habitual exige reforço no estoque de água
durante o Círio. Com a previsão de temperaturas elevadas, muitos fiéis podem
preferir a Trasladação noturna e reduzir a exposição ao sol no domingo.
•Hidratação, proteção solar e atenção aos sinais de
mal-estar também fazem parte da preparação. Fé não derrete, mas o corpo sente o
calor.
•Brasília negou um pedido de aeronaves para combater
incêndios no Amazonas. O fato é documentado, mas a rede social, sempre
econômica no contexto e generosa na indignação, já resolveu o caso: a culpa
inteira é do Planalto.
•A negativa merece explicações. Só não vale transformar uma
parte da história na história toda - nem usar a fumaça para esconder o resto.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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