Professor e jornalista lança obra que reúne crônicas, artigos e narrativas nascidas entre a sala de aula, a redação de jornal e as conversas da vida.
uem conhece Josué Costa das redações talvez não se surpreenda com o título do seu novo livro. “Inquietudes” é, de certa maneira, uma extensão do jornalista que sempre esteve atento ao que acontecia ao redor - e do professor que transformou a observação cotidiana em matéria para reflexão.

É justamente essa mistura que dá ao livro uma característica particular. Josué não parece interessado em separar rigidamente o que é digno de reflexão daquilo que, à primeira vista, seria apenas conversa de ocasião.
A experiência de redação aparece no olhar atento sobre o cotidiano. A experiência de professor aparece na necessidade de questionar aquilo que parece pronto. “Inquietudes” não foi escrito, segundo o autor, para oferecer respostas definitivas. Tampouco para impor ao leitor uma determinada maneira de enxergar o mundo. A proposta é mais incômoda: provocar.
Josué admite que o leitor pode discordar de suas reflexões, considerá-las rasas, lineares ou até mesmo bobagens. E está tudo bem. O que importa, para ele, é que o texto seja capaz de provocar alguma reação e fazer com que o leitor se aproprie do tema, acrescentando suas próprias ideias.
É uma concepção que tem muito de jornalismo e de filosofia: observar, desconfiar, perguntar e não aceitar a primeira resposta como necessariamente definitiva.
Há também no livro uma crítica ao excesso de solenidade intelectual. Josué questiona o chamado “academicismo aparente”, aquela situação em que alguém admira uma obra, uma ideia ou uma manifestação artística que não compreende completamente, mas finge compreender para se adequar ao gosto ou à etiqueta dos outros. Daí a importância das coisas simples.
Uma conversa casual pode conter uma reflexão mais interessante do que um discurso sofisticado. Uma observação feita numa feira pode render uma pergunta filosófica. E uma conversa de boteco pode revelar alguma coisa sobre a vida que passaria despercebida em ambientes supostamente mais nobres.
Não por acaso, o autor reconhece essas conversas como parte da matéria-prima do livro - inclusive as conversas com aqueles personagens que aparecem na vida sem qualquer compromisso com a academia. Até com algum bêbado - um livro para não concordar
A grande provocação de “Inquietudes” talvez esteja justamente aí: não é preciso concordar com Josué para que o livro cumpra sua função; ao contrário. Se o leitor termina um texto discordando, mas pensando sobre o assunto, a conversa continua. E é isso que o autor parece buscar: não o ponto final, mas a possibilidade de prolongar a reflexão para além da página.
O livro reúne, assim, aquilo que Josué foi acumulando ao longo dos anos - ideias ditas em sala de aula, conversas com filhos, alunos e amigos, pensamentos amadurecidos no silêncio e coisas ouvidas de pessoas que cruzaram seu caminho.
Entre a experiência do jornalista, o olhar do professor e a informalidade das conversas de boteco, “Inquietudes” propõe uma espécie de exercício permanente de pensar. Talvez seja justamente a inquietação - e não a certeza - que nos mantém atentos à vida.
Lançamento: sábado, 5, às 18 horas, no estande da Imprensa Oficial do Estado, durante a Feira Pan-Amazônica do Livro.

•A senadora Leila Barros (foto) decidiu manter a essência da MP das Blusinhas, inclusive a possibilidade de imposto federal zero até US$ 50.
•As 112 emendas à MP das Blusinhas puxam o texto em sentidos opostos. Há propostas para ampliar a isenção até US$ 100 e outras para preservar taxação de roupas.
•A comissão mista que analisa a suspensão da taxa das blusinhas adiou para hoje a leitura do parecer de Leila Barros. A pausa servirá para ampliar as negociações.
•O governo prevê salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, aumento de R$ 120 em relação aos atuais R$ 1.621. O valor consta do Orçamento enviado ao Congresso e ainda poderá mudar conforme a inflação.
•A oposição tenta flexibilizar PEC que acaba com a escala 6x1. Entre as 25 emendas estão propostas para preservar jornadas de até 44 horas, dar mais espaço a acordos e exceções e ampliar de 14 meses para até quatro anos a transição para as 40 horas.
•Senadores apresentaram 48 emendas à PEC da Segurança. As propostas incluem prisão após condenação em segunda instância, mudanças na PRF e novas regras de financiamento, mas Rogério Carvalho sinaliza que pretende rejeitar todas.
•Prioridade do governo, o Redata chega à votação no Senado hoje com 22 emendas e discussão sobre o que exigir das empresas em troca dos incentivos.
•Tereza Cristina apresentou três emendas ao projeto dos minerais críticos, que prevê até R$ 7 bilhões em incentivos.
•Augusto Cury cresceu nas pesquisas, nas redes sociais e na mira dos políticos. Seja à esquerda ou à direita, o presidenciável virou alvo e entrou no embate.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.