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Segunda-mão

Listamos os 10 carros usados mais confiáveis para comprar sem medo

Modelos se destacam pela confiabilidade, resistência e baixo custo para resolver os problemas mais comuns

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  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 12/09/26 18:00
Listamos os 10 carros usados mais confiáveis para comprar sem medo

São Paulo, SP - Comprar um carro usado barato pode parecer um ótimo negócio até a primeira visita à oficina. Um defeito escondido, uma manutenção negligenciada ou um problema crônico são capazes de transformar rapidamente um veículo aparentemente vantajoso em uma fonte de gastos.


Por isso, escolher bem o modelo é tão importante quanto analisar o estado do carro. No mercado de usados, existem veículos que ganharam fama justamente por sua robustez e pela capacidade de rodar por muitos anos sem exigir grandes intervenções mecânicas.


É claro que nenhum carro é indestrutível, mas alguns estão muito menos propensos a dar dor de cabeça do que outros. Além disso, os problemas mais comuns desses modelos costumam ser conhecidos, fáceis de identificar durante uma avaliação e, em geral, não têm custo elevado para serem reparados.


A seguir, listamos 10 carros usados que se destacam pela confiabilidade e que podem ser boas escolhas para quem quer fugir de surpresas desagradáveis depois da compra.


Fiat Palio Fire

O Fiat Palio revolucionou o segmento de hatches compactos quando estreou no mercado brasileiro em 1996. Além do visual moderno para a época, ele trazia uma série de inovações que poucos carros tinham na época: airbags frontais, chave codificada, carroceria com zona de deformação e motores com 16 válvulas.


Ao longo de sua trajetória, o Palio foi ganhando versões mais básicas para ocupar faixas de preços mais baixas, a ponto de criar uma competição interna com o Uno Mille na disputa pelo posto de carro de entrada da Fiat no mercado brasileiro.


Simples em todos os sentidos, uma vez que direção hidráulica e ar-condicionado eram oferecidos como opcionais, o Palio Fire se vale da boa fama do motor 1.0 lançado no Brasil há mais de 25 anos. Robusto e fácil de manter, esse propulsor equipou diferentes modelos da Fiat ao longo dos anos.


Componentes de suspensão, embreagem e parte elétrica também são compartilhados com outros carros da marca e são facilmente encontrados em autopeças e lojas online a preços acessíveis.


Honda Fit (3ª geração)

Independentemente da geração, o Honda Fit sempre agradou os seus proprietários pelo ótimo aproveitamento do espaço interno. O banco traseiro possui um sistema de rebatimento que permite ajustar o assento e o encosto em diferentes posições para acomodar cargas de diversos tamanhos.


Mas o que sempre chamou a atenção do público é a confiabilidade mecânica do monovolume. No caso da terceira geração, vendida no Brasil entre 2015 e 2021, o motor 1.5 flex de 116 cv de potência é uma evolução do propulsor que equipou o modelo anterior. A maioria dos Fit comercializados no país é equipada com o câmbio automático CVT, mas as versões de entrada DX e LX também foram vendidas com a caixa manual de cinco marchas.


Os pontos que merecem atenção são os tuchos das válvulas do motor, que demandam verificações a cada 40.000 km para evitar folgas e, consequentemente, comprometer o consumo e o desempenho do carro.


As suspensões, firmes e de curso curto, também merecem cuidado periódico com amortecedores, batentes e buchas, que podem ser danificados pela buraqueira das ruas brasileiras.


Toyota Etios

Muitas vezes criticado pelo visual, o Etios esconde uma mecânica simples e robusta. Tanto o hatch quanto o sedã são reconhecidos por serem capazes de rodar centenas de milhares de quilômetros fazendo apenas a manutenção preventiva (trocas de óleo e fluidos, substituição de peças de desgaste natural).


Criado para ser um carro barato, o Etios peca na simplicidade do acabamento interno, que pode provocar barulhos de peças soltas com o passar do tempo. Já a parte mecânica exige alguma atenção com a embreagem, que pode apresentar desgaste prematuro nas unidades fabricadas entre 2012 e 2015, quando trocou o acionamento por cabo pelo sistema hidráulico.


Toyota Yaris

O Yaris possui as mesmas qualidades mecânicas do Etios, com o qual compartilha a plataforma e a mecânica. Visualmente mais agradável e equipado, o modelo também não possui defeitos crônicos.


Em fóruns na internet, os donos reclamam, basicamente, do desgaste do revestimento do volante e do mau funcionamento da central multimídia em algumas unidades.


Hyundai HB20

Vendido há mais de uma década, o Hyundai HB20 se consolidou como um dos compactos mais procurados no mercado de usados justamente pela sua confiabilidade mecânica, combinada ao visual chamativo e bom nível de equipamentos.


Os motores flex 1.0 de três cilindros e 1.6 de quatro cilindros têm manutenção descomplicada e suas peças ficam na média de preços do mercado.


Como nenhum carro está imune a defeitos, algumas unidades do modelo apresentam falhas no motor provocadas por mau funcionamento da bobina de ignição. O problema, que não chega a ser crônico, é relatado por proprietários em fóruns na internet.


Nissan Kicks

O SUV lançado em 2016 para competir com Honda HR-V e Jeep Renegade é elogiado pelo bom espaço interno e consumo moderado de combustível, mas o seu motor 1.6 flex aspirado também é visto pelos donos como uma das principais qualidades do SUV compacto.

 

Combinado a um câmbio CVT, o propulsor tem concepção simples e robusta. Dotado de comando de válvulas acionado por corrente metálica, o motor do Kicks demanda praticamente apenas a manutenção preventiva indicada pelo fabricante.


Chevrolet Onix (1ª geração)

Produzido entre 2012 e 2021, o hatch tem boa liquidez no mercado de usados por combinar uma mecânica simples e confiável a um bom nível de equipamentos. O Chevrolet Onix de primeira geração foi o primeiro modelo da categoria a oferecer central multimídia e câmbio automático de seis marchas de fábrica.


O modelo foi comercializado com os motores SPE 1.0 e 1.4 aspirados, derivados dos longevos Família I que equiparam carros da General Motors desde a década de 1990, como Celta, Classic e Corsa. Robustos e de fácil manutenção, esses propulsores não possuem a famigerada correia banhada a óleo, entre outros componentes, da geração atual do Onix.


Toyota Corolla

Sempre lembrado quando o assunto é confiabilidade e robustez, o Toyota Corolla não domina as vendas do segmento de sedãs médios há anos por acaso. Não importa o ano de fabricação e a geração, o modelo da marca japonesa entrega a ótima qualidade construtiva que fez a sua fama há décadas.


Diferentemente de alguns concorrentes, que foram vendidos com motores turbo, o Corolla sempre foi comercializado no Brasil com propulsores aspirados e dotados de corrente de comando, focando na durabilidade.


Somente na geração atual, lançada em 2019, o Corolla passou a oferecer um conjunto híbrido flex, além do motor 2.0 aspirado com injeção direta. E é justamente esse propulsor que, segundo alguns proprietários do Corolla, demanda atenção com os bicos injetores, que podem apresentar defeitos provocados pelo elevado teor de etanol da gasolina brasileira.


Renault Duster (1ª geração)

O SUV lançado em 2012 para competir com o Ford EcoSport impressiona até hoje pelo bom espaço interno e o porta-malas generoso. O seu projeto simples, no entanto, goza da robustez mecânica dos motores 1.6 e 2.0 aspirados herdados de modelos mais antigos da Renault. Somente em 2017, o SUV passou a ser fabricado com o 1.6 da Nissan e câmbio automático CVT.


Por ser um carro de maior altura livre do solo, o Duster acaba sendo utilizado em pisos acidentados até que os componentes da suspensão sejam levados ao limite. Por isso, é importante ficar atento ao conjunto de amortecedores, buchas, molas, coxins da transmissão, etc antes de fechar negócio.


Fiat Strada

Líder da categoria há mais de duas décadas e das vendas gerais de carros e comerciais leves nos últimos quatro anos, a Fiat Strada é reconhecida por suportar quase todo tipo de desaforo no trabalho pesado. Isso se deve à confiabilidade dos motores (especialmente os da família Fire) e robustez da suspensão traseira dotada de feixes de molas semielípticas.


Pelo fato de compartilhar muitos componentes com outros modelos da Fiat, a Strada conta com uma grande disponibilidade de peças de reposição em praticamente qualquer lugar do Brasil.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.