Trata-se de um tratamento não hormonal que atua na regulação da temperatura corporal a partir do cérebro
São Paulo, SP - O National Institute for Health and Care Excellence (Nice) do Reino Unido aprovou um medicamento para tratar ondas de calor e suores noturnos de mulheres na menopausa: o fezolinetant.
Trata-se de um tratamento não hormonal que atua sobre os neurônios KNDy, que regulam a temperatura corporal no hipotálamo, uma região do cérebro.
Nos Estados Unidos, o medicamento foi aprovado em maio de 2023 pela Food and Drug Administration (FDA). Ele é vendido em comprimidos de 45 miligramas e deve ser administrado uma vez por dia.
Como funciona?
O fezolinetant bloqueia a atividade dos neurônios KNDy, que passam a funcionar de forma irregular quando os níveis de estrogênio caem, o que desencadeia as ondas de calor.
"Sabemos que as ondas de calor e os suores noturnos da menopausa podem ter um impacto profundo na qualidade de vida e afetar significativamente o bem-estar geral", destaca Helen Knight, diretora de avaliação de medicamentos do Nice, em comunicado à imprensa.
"As evidências mostram que o fezolinetant pode reduzir significativamente os sintomas e foi considerado custo-efetivo", acrescenta Helen. À época da aprovação nos Estados Unidos, Jan Shifren, diretora do Midlife Women's Health Center do Massachusetts General Hospital, afiliado à Universidade Harvard, afirmou que o comprimido teve bom desempenho em ensaios clínicos, reduzindo os sintomas vasomotores em cerca de 60% dos casos.
A ideia é que o fezolinetant atenda mulheres com contraindicação à terapia de reposição hormonal (TRH), que continua sendo a primeira opção de tratamento.
"Os sintomas da menopausa, incluindo ondas de calor e suores noturnos, podem afetar todos os aspectos da vida de uma mulher, por isso esta é uma notícia muito bem-vinda, especialmente para aquelas que não podem ou não desejam fazer TRH", diz Sue Mann, representante do Serviço Nacional de Saúde (NHS) inglês, também em comunicado.
Segundo os especialistas, o uso do medicamento demanda a realização regular de exames de sangue para verificar quaisquer sinais de dano ao fígado, um possível efeito colateral. Outras possíveis reações adversas são dor abdominal, diarreia, insônia e dor nas costas.
Foto: Freepik
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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