Crédito trava, terras desvalorizam, crise atinge agro e cria um novo cenário o Pará Vale nega dívida bilionária de royalties; Pará teria direito a R$ 12,2 bilhões Pará fica abaixo da média nacional no Ideb e eleva pressão sobre o governo
Artigo

Mesmo com a força da internet, por que muitas lojas virtuais estão desaparecendo?

Bons produtos e preços atrativos já não são mais suficientes para garantir a fluidez e a sustentabilidade dos negócios.

  • 459 Visualizações
  • José Croelhas | Especial para a COD
  • 19/07/26 10:00
Mesmo com a força da internet, por que muitas lojas virtuais estão desaparecendo?

Está se tornando corriqueiro lojas virtuais sumirem do mercado. Os motivos são os mais diversos, porém geralmente por cometerem o erro de subestimar a complexidade e os custos reais de um e-commerce.


No geral, muitos empreendedores vêm caindo na armadilha dos "custos escondidos", o tal "custo afogador", que acaba diluindo parte dos seus ganhos.


O dinheiro não evapora apenas por conta da mensalidade da plataforma, que, segundo sabemos, pode passar de R$449/mês.


O buraco, na verdade, é bem mais embaixo: primeiro, como grande vilã do processo, temos o custo variável por venda. No cartão de crédito, podem chegar a 4,5% do valor da transação, e a taxa para parcelamento em 12x já  passa fácil dos 13%.


Por outro lado, há que considerar-se o custo operacional (logística e marketing), que agrega frete, embalagens (R$1,5 a R$8 por pedido) e, principalmente, anúncios digitais, que podem consumir de 10% a 20% do faturamento.


Quando a conta não fecha, claro a loja não sobrevive. O custo operacional saudável de um e-commerce deve ficar entre 25% e 40% do faturamento bruto.


O "bom e barato" é o novo padrão, já que o mercado se apresenta cada dia mais profissional e competitivo.


Mais: plataformas como a Loja Integrada oferecem planos gratuitos, permitindo que qualquer um teste uma ideia sem custo.


Além disso, o dropshipping (no qual o lojista repassa o pedido direto a um fabricante ou atacadista) tem crescido  forte no País, permitindo que lojistas vendam sem precisar manter estoque, com um investimento e risco muito menores.


Neste cenário, ter um produto bom não basta. É preciso ter uma operação financeira saudável, um bom planejamento de marketing, além de uma gestão de custos impecável para transformar um bons produtos em um negócio lucrativo e duradouro.


Foto: Freepik

__________________________

Mais matérias Opnião

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.