Agora os mexicanos aguardam o vencedor do confronto entre Inglaterra e RD Congo
São Paulo, SP - Com o apoio enlouquecido de mais de 80 mil torcedores no Estádio Azteca, o México garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, ao derrotar o Equador por 2 a 0. Agora os mexicanos aguardam o vencedor do confronto entre Inglaterra e RD Congo, que jogam nesta quarta-feira, para saber o próximo rival no Mundial.
Detalhe: o México venceu os quatro jogos disputados nesta Copa e sem levar gol. Derrotou na fase de grupos a África do Sul (2 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e República Tcheca (3 a 0). Com oito gols a favor.
Raios e trovões fizeram com quem o protocolo climático fosse ativado e o jogo começou com uma hora de atraso. Com a bola rolando, o Equador tentou controlar a disputa para diminuir o entusiasmo da torcida que superlotou o Estádio Azteca.
Mas mesmo assim os mais de 80 mil torcedores não se controlaram e com dois minutos já gritavam "olé" a cada toque na bola da seleção mexicana. Mora e Romo responderam ao apoio vindo das arquibancadas com chutes fortes, que assustaram o goleiro Galíndez. Mas foi Jimenez, de cabeça, que perdeu a Mair as oportunidades. Tudo isso com menos de seis minutos de jogo.
Sentindo a pressão, o Equador passou a abusar do tempo para cobrar os laterais e ficou com a bola em seu campo, evitando o confronto. Desta forma, atraiu o México e com lançamento longo chegou pela primeira vez na área adversária, com dez minutos.
O México usou o mesmo expediente e conseguiu o primeiro contra-ataque puxado por Quinones e finalizado por Alvarado. Na sequência, garoto Mora, de 17 anos, bateu com extrema categoria e quase fez um golaço.
O Equador, que venceu a Alemanha na primeira fase, mostrou aos 16 minutos que não estava intimidado. Yebohah deu uma 'caneta' no capitão Montes e acertou a trave de Rangel.
Aos 20 minutos, o primeiro lance mais viril. Jimenez reclamou de empurrão de Pacho. O atacante mexicano quase se chocou com uma câmera de televisão colocada na lateral do campo.
O ritmo mexicano era muito intenso. Em mais um contra-ataque, Quiñones foi lançado na ponta esquerda, ainda em seu campo, levou a bola até dentro da área e acertou uma 'bomba' para abrir o placar, aos 22 minutos.
O gol enlouqueceu a torcida e o time mexicano, que partiu para pressão na saída de bola do Equador. Pacho errou, Jimenez roubou a bola, Quinones devolveu para o centroavante, que emendou: 2 a 0, aos 31 minutos.
A desvantagem no placar não desanimou o Equador, que passou a se manter com a bola no campo de ataque. Yebohah, aos 40, só não fez o primeiro gol equatoriano porque Rangel fez uma grande defesa.
Os times voltaram com a mesma força ofensiva para a etapa final, se revezando no campo de ataque. Alvarado e Vite tentaram o tiro a gol nos primeiros cinco minutos, mas erraram o alvo.
Confiando na força defensiva, o México recuou a marcação e deixou a iniciativa toda para o Equador, mas quem teve grande chance de mexer no placar foi o México em duas fortes cabeçadas do zagueiro Montes. Os equatorianos responderam em um chutão para o ataque, que encontrou Rodriguez diante de Rangel, mas a conclusão saiu por pouco.
O final de jogo foi nervoso. O técnico Sebastián Beccacece fez alterações para colocar o Equador todo no ataque, pressionou bastante, mas não teve sucesso. Para piorar, Hincapié foi expulso pela "Lei Vini Jr.", ao colocar a mão na boca e falar alguma coisa para o mexicano Gimenez.
FICHA TÉCNICA
MÉXICO 2 X 0 EQUADOR
MÉXICO - Rangel; Sánchez, Montes, Vásquez e Gallardo; Romo (Vargas), Lira e Mora (Gutiérrez); Alvarado, Jiménez (Gimenez) e Quiñones. Técnico: Javier Aguirre.
EQUADOR - Galíndez; Ordoñez (Preciado), Pacho e Hincapié; Vite, Franco (Medina), Caicedo, Yebohah (Jordy Caicedo) e Angulo (Páez); Plata e Valência (Rodriguez). Técnico: Sebastián Beccacece.
GOLS - Quinones aos 22 e Jimenez aos 31 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Franco, Páez e Caicedo.
CARTÃO VERMELHO - Hincapié.
ÁRBITRO - Slavko Vincic (Eslovênia).
PÚBLICO - 80.824 torcedores.
LOCAL - Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX).
Foto: AFP
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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