Tarifa de R$ 12 por eixo supera padrões nacionais e trava o transporte de cargas.
Concessionário lista investimentos na melhoria da malha viária do Estado e diz que valor do pedágio é estabelecido pela Artran/Fotos: Divulgação.
esde 15 de agosto de 2025, a concessionária Rota do Pará passou a cobrar pedágio em rodovias estaduais estratégicas, como a Alça Viária (PA-483) e trechos da PA-150 e PA-252. A tarifa base para veículos de passeio é de R$ 12 por praça, com cobrança automática via TAG e promessa de desconto progressivo para usuários frequentes.
À época, a Coluna Olavo Dutra já havia alertado para dois pontos centrais da privatização das estradas paraenses: o valor elevado da tarifa e a ausência visível de investimentos em melhorias básicas, como recuperação do pavimento, reconstituição de acostamentos e sinalização adequada.
O presidente da Associação dos Caminhoneiros do Pará, Elinaldo Garcia de Oliveira, afirma que o pedágio tem elevado o custo da atividade sem que haja contrapartida em infraestrutura. Segundo ele, o impacto financeiro raramente consegue ser repassado ao cliente final.
“O que mais incomoda é a falta de estrutura das vias. Não temos acostamento seguro, a sinalização é absurdamente precária, com excesso de lombadas sem pintura. O mato engoliu o acostamento e não foi criado um único ponto de descanso para os motoristas - algo básico em qualquer rodovia pedagiada do país”, reclama.
Oliveira diz ainda que a entidade já levou as queixas aos órgãos envolvidos, mas nunca obteve respostas objetivas.
No trecho da PA-150, entre Belém e Marabá, com cerca de 550 quilômetros, já funcionam nove praças de pedágio. O caminhoneiro André Constantino de Castro calcula que um veículo que sai de Marabá para descarregar no Porto de Vila do Conde gasta cerca de R$ 820 apenas em pedágios.
“Se voltar sem carga, paga tudo de novo, sem contar as cobranças eventuais nas barreiras policiais do Estado”, afirma. Segundo ele, o cenário torna cada vez mais difícil operar em Barcarena. “O custo extra simplesmente não fecha no frete.”
Para Wolney do Espírito Santo, o valor cobrado no Pará é “descomunal”. Ele compara com a rodovia Fernão Dias, em São Paulo, onde a tarifa é de cerca de R$ 3,20 por eixo. “Aqui, custa R$ 12 por eixo. O que justifica uma discrepância dessas?”, questiona.
Procurada pela coluna, a Rota do Pará informou que o valor da tarifa é definido pela Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos de Transporte do Estado, a Artran, com base em estudos técnicos e de viabilidade econômica.
A concessionária afirma ter investido mais de R$ 400 milhões em 16 meses de atuação, com recursos privados, na recuperação e conservação dos 526 quilômetros de rodovias concedidas. Para os próximos anos, anuncia investimentos superiores a R$ 1 bilhão, incluindo implantação de acostamentos, duplicações, restauração do pavimento e sinal de celular 4G ao longo das rodovias.
A empresa sustenta ainda que a tarifa praticada estaria abaixo da média nacional, quando comparada ao valor cobrado por quilômetro em rodovias similares, e garante que as vias sob sua concessão apresentam condições adequadas de trafegabilidade, conforme o contrato.
Enquanto os dados oficiais apontam investimentos e conformidade contratual, caminhoneiros seguem denunciando estradas sem estrutura mínima, pedágio elevado e custo crescente do transporte. No meio do caminho, a conta não fecha - e o frete paraense começa a pagar o preço da privatização antes que os benefícios apareçam na pista.

•Um servidor da Câmara de Vereadores de Óbidos recebe seguro defeso enquanto ocupa cargo público.
• Documentos revelam que o servidor sacou o benefício federal de pescador dias após ser contratado pelo Legislativo.
•O servidor foi nomeado na gestão do presidente Rylder Afonso (foto), que já possui condenação na Justiça Federal justamente por fraudes no seguro defeso.
•Marcelo Moreira, conhecido como Marcelinho Legalizações, vereador em primeiro mandato pelo PV-Castanhal, foi preso em ação da Polícia Civil e conduzido para Belém, para audiência de custódia.
•As acusações contra ele são de crimes de estelionato e formação de quadrilha ou bando. A apuração é sobre fraude milionária contra seguradoras no Pará, que causaram prejuízo de R$ 4 milhões.
•Por que será que a Polícia Federal entregou diretamente a Fachin, presidente do STF, e não a Dias Toffoli - que é relator do caso Banco Master -, tudo o que vasculhou no telefone de Daniel Vorcaro, inclusive as mensagens apagadas?
•O episódio deu motivos a várias notícias de que a PF não tem mais dúvida de que Toffoli mantinha íntima relação de reciprocidade com Vorcaro e, como tal, ganhou a condição de investigado e não mais de relator do processo.
•Ato contínuo, com a Suprema Corte rachada, não será nenhuma surpresa o afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Master já nos próximos dias.
•Oposição insiste que David Alcolumbre não tem escolha: é obrigado a criar a CPMI do Master, já que o número mínimo de assinaturas foi alcançado com sobra.
•Os combustíveis mais caros puxaram a inflação para 0,33% em janeiro.
•O Butantan ganhará R$ 1,8 bilhão para ampliar sua oferta de vacinas no Brasil, sendo R$ 1,4 bilhão do governo federal e o restante do próprio instituto.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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