O grande evento, nos moldes do projeto "Todo Mundo no Rio", está previsto para setembro
São Paulo, SP - O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aprovou nesta terça-feira, 12, um acordo que autoriza a Prefeitura a realizar um mega show gratuito no segundo semestre deste ano na Avenida Paulista, na região central da capital.
O grande evento, nos moldes do projeto "Todo Mundo no Rio", que já levou grandes artistas internacionais à praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, está previsto para setembro.
A Prefeitura paulistana planeja trazer bandas como Foo Fighters, U2, Coldplay e Rolling Stones para uma apresentação na Paulista
A gestão municipal considerou a aprovação do conselho "uma vitória histórica" para ampliar o calendário de grandes eventos na Avenida Paulista com a realização de um megaevento já no segundo semestre deste ano.
"A medida reconhece a capacidade da cidade de organizar eventos de grande escala com planejamento, segurança e impacto positivo para a economia, após anos de resultados expressivos em público, turismo e movimentação financeira", diz em nota.
Na avaliação da administração municipal, a ampliação do calendário também abre caminho para que São Paulo traga atrações internacionais de grande porte, fortalecendo sua posição no circuito global de entretenimento.
Aprovação abre caminho
A votação no órgão de administração superior do MP paulista abre precedente para a realização de dois mega shows adicionais por ano na Paulista. O acordo foi aprovado por 6 votos a 5, depois de quatro horas de discussão. Desde 2007, os eventos estão limitados a três por ano: a Parada LGBT, a Corrida de São Silvestre e o Réveillon.
Em fevereiro deste ano, a prefeitura assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP para realizar mais dois grandes eventos anuais, além daqueles já autorizados, sendo um em cada semestre. O aditamento do TAC anterior, permitindo mais shows, precisava ser homologado, o que aconteceu nesta terça.
Durante os debates, o colegiado se dividiu, com uma parte argumentando a falta de estudos sobre a segurança, mobilidade, limitação de acesso a hospitais e, sobretudo, a falta de audiência pública para manifestação dos moradores. Houve quem lembrasse o caos resultante da apresentação do megabloco do DJ Calvin Harris, na Rua da Consolação, durante o Carnaval, em fevereiro deste ano.
Os promotores contrários à aprovação pretendiam que fosse aberta uma ação civil pública para melhor análise do plano da prefeitura, como havia proposto a Promotoria do Meio Ambiente. Já os que defendiam a aprovação, consideraram que o elenco de exigências apresentado à prefeitura seria suficiente para reduzir os possíveis impactos e garantir a segurança do público
Para cada mega show, a Prefeitura deverá apresentar documentos técnicos sobre a capacidade e a lotação da Avenida Paulista, controlando o acesso até o limite de pessoas previamente definido por metro quadrado do espaço.
A gestão municipal deverá ainda:
- Elaborar um plano de segurança e evacuação de emergência que identifique as rotas de fuga, pontos e compressão do público e gerenciamento de multidão;
- Apresentar estudos de impacto viário e no transporte público feitos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SPTrans e Metrô de São Paulo;
- Realizar revistas nos acessos ao evento para detectar armas e artefatos perigosos;
- Garantir fácil acesso a hospitais da região; preservar a mobilidade de comerciantes, trabalhadores e moradores;
- Adotar medidas de mitigação dos impactos sonoros.
Cada organizador deverá assinar um TAC individual com o MP e a Prefeitura para que eventuais custos de montagem da estrutura, cachês artísticos, patrocínio e segurança privada não recaiam sobre os cofres públicos. Os promotores serão obrigados também a ressarcir eventuais danos patrimoniais e na infraestrutura urbana.
Virada do ano como modelo
A Prefeitura aponta que a última edição do Réveillon da Paulista consolidou a avenida como principal palco de grandes celebrações da capital. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), o evento reuniu 2,1 milhões de pessoas e movimentou R$ 1,3 bilhão na economia paulistana, beneficiando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e turismo.
A ideia é transformar a Paulista em palco de grandes shows internacionais, como o projeto "Todo Mundo no Rio", uma série de mega shows gratuitos promovidos pela prefeitura do Rio de Janeiro e produzidos por empresa privada. Cada edição transforma a praia de Copacabana em palco de grandes atrações musicais e de celebração cultural. A edição de 2026 aconteceu em maio, tendo a cantora Shakira como atração principal. Em 2024, houve o show de Madonna.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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