Jornalista Carlos Mendes, 75 anos de idade, cala voz que decifrou chupa-chupa Supremo desmonta "pena-premiação" de juízes aposentados por improbidade EUA enquadra PCC e CV como terroristas e expõe fragilidade do governo Lula
Risco real

Paciente internado com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite

Investigação para ebola, foi entanto, segue em andamento, assim como a apuração de outros diagnósticos diferenciais virais

  • 42 Visualizações
  • Da Redação | Estadão conteúdo
  • 01/06/26 18:00
Paciente internado com suspeita de Ebola em SP testa positivo para meningite

São Paulo, SP - A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que o homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas por suspeita de ebola testou positivo para meningite meningocócica.


De acordo com a secretaria, a investigação para ebola segue em andamento, assim como a apuração de outros diagnósticos diferenciais virais, até a conclusão das análises laboratoriais e genômicas.


O paciente é de procedência da República Democrática do Congo, com áreas de transmissão da doença pelo vírus ebola, e registrou viagem recente ao território. Ele apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito e segue internado em isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos.


A doença pelo vírus ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos.


A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais. Mesmo com a confirmação laboratorial de meningite meningocócica, as equipes mantêm a condução clínica e epidemiológica do caso até a conclusão das análises para ebola e outros diferenciais virais.


"Há confirmação laboratorial da bactéria causadora da meningite meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz, dentro do processo de diagnóstico diferencial. Ainda assim, a investigação para Ebola permanece em andamento até a conclusão das análises específicas", afirmou em nota Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.


Na última semana, a coordenadoria atualizou a Nota Informativa nº 01/2026, elaborada em conjunto com CVE-SP e Instituto Adolfo Lutz, com orientações à rede de saúde sobre o surto de doença pelo vírus ebola, cepa Bundibugyo, em curso na República Democrática do Congo.


O documento reforça as medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial. Em São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal.


egundo a nota, a avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.


Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.


Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para outra cepa e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual, informa a SES-SP.


Segundo a nota, a avaliação técnica da SES-SP aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.


Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.


Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para outra cepa e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual,informa a SES-SP.


Foto: Divulgação/Governo de SP

Mais matérias Saúde

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.