Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia em Minas Gerais
Brasília, DF - A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta, 4, que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Felipe Mourão" ou "Sicário", segundo as mensagens divulgadas pela organização, cometeu suicídio.
"A Polícia Federal lamenta informar que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4/3), atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais", diz a nota.
"Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico."
"A Polícia Federal comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido."
"Será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato."
André Mendonça
Luiz Phillipi Moraes Mourão é citado em mensagens coletadas pela PF, que aparecem na decisão do ministro do STF André Mendonça desta quarta, 4, que ordenou ap risão preventiva de Vorcaro e Mourão, além de outros integrantes do grupo.
Era Mourão quem supostamente comandava o grupo "A Turma", usado para intimidar jornalistas e adversários de Vorcaro.
Vorcaro pagava 1 milhão de reais por mês para o grupo, segundo a decisão de Mendonça.
Mourão era o “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.
“Os elementos reunidos indicam que LUIZ PHILLIPI exercia papel central na coordenação operacional de um grupo informal denominado ‘A Turma’, estrutura utilizada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo. Nesse contexto, o investigado organizava e executava diligências destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master”, afirmou o documento.
“Dar um pau nele”
A PF expôs a “dinâmica violenta” das conversas entre Vorcaro e Mourão, com uma troca de mensagens sobre um jornalista que havia publicado notícias contrárias aos interesses do dono do Master.
“MOURÃO: Esse [nome do jornalista] bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva.
DV: Sim.
MOURÃO: Cara escroto.
DV: Tinha que colocar gente seguindo esse cara. Pra pegar tudo dele.
MOURÃO: Vou fazer isto.”
Em outra mensagem, Vorcaro teria manifestado a vontade de mandar “dar um pau” no profissional.
“DANIEL VORCARO (DV): “Esse [nome do jornalista] quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
“MOURÃO pergunta: ‘Pode? Vou olhar isso…’. E, confirmando o animus de agressão, VORCARO responde: ‘Sim’.”
Foto: Divulgação/PCMG
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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