Estrutura de monitoramento avança, alimenta críticas de vigilância e pressiona imagem da Corte.
Supremo Tribunal Federal acelerou a montagem de uma estrutura voltada ao monitoramento de redes sociais, ampliando a capacidade de identificar conteúdos e redes de disseminação considerados ilícitos ou coordenados.

A medida, defendida por integrantes da Corte como necessária à proteção institucional, já produz efeito colateral: reforça, no meio político e em parte da opinião pública, a percepção de vigilância sobre o debate digital.
Entre parlamentares, governadores e operadores políticos ouvidos pela coluna, o movimento é descrito como avanço que pode ser lido como “patrulhamento” do discurso. A leitura não é uniforme, mas ganha tração em ambiente polarizado.
Esse ruído incide sobre a imagem do Supremo, que há anos ocupa o centro do debate político. Ao ampliar a atuação no ambiente digital, a Corte passa a dividir ainda mais opiniões fora do campo jurídico.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou decisões do tribunal. A resposta veio do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a legitimidade da atuação do Judiciário diante de abusos e ameaças institucionais. O episódio expõe um embate que deixou de ser pontual e passou a refletir divergência mais ampla sobre limites entre os poderes.
Nos bastidores, a ampliação envolve contratos, softwares de análise de dados e equipes técnicas. O objetivo declarado é mapear redes coordenadas, rastrear fluxos de desinformação e subsidiar investigações.
A falta de detalhamento público sobre métodos e alcance, porém, alimenta questionamentos políticos.
O avanço ocorre em paralelo a um momento sensível para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pesquisas como as da Quaest indicam oscilação na avaliação do governo. Nesse cenário, decisões do STF passam a ter impacto não só jurídico, mas também político - e eleitoral.
A combinação entre tecnologia e poder institucional reposiciona o Supremo no tabuleiro: além de árbitro constitucional, a Corte avança sobre o ambiente onde hoje se formam narrativas, reputações e crises.
E é aí que mora o risco: quanto maior a presença, maior o desgaste potencial.

·Ex-presidente da Associação Comercial e industrial e atual vice do prefeito Tony Cunha, em Marabá, o empresário João Tatagiba (foto) ensaia voo mais alto. Deve sair candidato a deputado federal pelo Republicanos. Ultimamente, João Tatagiba e Tony Cunha não vêm rezando pela mesma cartilha.
·O fotojornalista Raimundo Paccó chega à seleção final da 20ª Mostra Anual de Fotojornalismo Arfoc-SP, com duas imagens.
·A edição especial, em maio, ocupa espaços públicos em São Paulo e marca duas décadas de valorização do fotojornalismo no País
·O Conselho Federal da OAB criou uma comissão interna para colaborar com a promoção da reforma do sistema de Justiça brasileiro, bem como para defender pautas como mandatos temporários no STF e limites às decisões monocráticas.
·Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema afirmou que o STF está "podre" e atribuiu a situação às indicações feitas pelo governo, que teria priorizado nomes próximos ao presidente.
·Lula disse que pretende subir o tom contra adversários no período eleitoral e "deixar os mentirosos nus" diante das câmeras. Em evento, pediu que a população use as redes para combater desinformação.
·O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado "Careca do INSS", perdeu uma ação judicial na qual contestou o uso de seu apelido em matérias jornalísticas. A 3ª Turma do TJDFT foi unânime em reconhecer que não há crime contra a honra na utilização da alcunha.
·A Câmara aprovou o marco legal do ouro, que torna obrigatória a rastreabilidade do metal desde a remoção até a comercialização. A proposta busca combater o garimpo ilegal e dar mais controle sobre a origem do produto.
·A Câmara aprovou o novo Estatuto do Aprendiz, que atualiza regras para a contratação de jovens em início de carreira. A proposta busca ampliar oportunidades e modernizar a legislação sobre aprendizagem profissional.
·A deputada Júlia Zanatta acionou o TCU e a CGU para suspender o uso de aeronaves da FAB por ministros até a apuração de gastos. Segundo a parlamentar, voos com poucos passageiros geram "farra" custeada com recursos públicos.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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