Nova regra imposta pelo STF determina a demissão como consequência a desvios funcionais graves
São Paulo, SP - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, agendou para o dia 6 de agosto o julgamento do ministro afastado da Corte, Marco Buzzi, que é acusado de cometer assédio e importunação sexual contra duas mulheres, incluindo uma ex-funcionária que atuou em seu gabinete
Buzzi é alvo de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) que apura duas denúncias. O caso que deflagrou a investigação do ministro foi o da jovem de 18 que o acusa de ter cometido importunação sexual durante uma viagem com os seus pais ao litoral de Santa Catarina. A segunda denúncia, de assédio sexual, partiu de uma ex-funcionária do STJ que atuou no gabinete do ministro.
Os advogados de defesa do ministro Marco Buzzi afirmam que não foram informados até o presente momento da designação de data para a sessão de julgamento do PAD.
Caso seja considerado culpado, Buzzi pode ser penalizado com a perda do cargo. Em decisão recente, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como a pena máxima a magistrados que violam suas funções. A nova regra impõe a demissão como consequência a desvios funcionais graves.
Como mostrou o Estadão em março, integrantes do STJ vinham pressionando Buzzi para antecipar sua aposentadoria como forma de estancar a crise que tem desgastado a imagem da Corte. O magistrado, no entanto, se recusou a adotar essa estratégia. Ele alegou ser inocente durante toda a fase de instrução do processo e chegou a juntar um laudo de disfunção erétil, na tentativa de convencer seus colegas de que não poderia assediar sexualmente as duas mulheres que o denunciam por ter limitações físicas.
O magistrado chegou a apelar ao STF para que a sindicância que enfrenta fosse suspensa, mas o relator do caso, ministro Kassio Nunes Marques, não aceitou o pedido. O ministro investigado pediu que fossem considerados ilegais os depoimentos usados como prova no STJ, alegando que eles foram produzidos sem a participação da defesa, o que violaria o direito de se defender em igualdade com a acusação.
Além do PAD, o ministro é alvo de inquérito criminal em curso no STF, também sob relatoria de Nunes Marques. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável à investigação de Buzzi Caso seja condenado no âmbito criminal, o magistrado pode ser preso.
Foto: Divulgação/STJ
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.